Segunda, 04 de Maio de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Tecnologia

Como é o Roman, o telescópio que em apenas um ano pode revelar segredos do cosmos que ao Hubble levaria milênios

29/04/2026 11:00 4 min lectura 26 visualizações
Cómo es Roman, el telescopio que en apenas un año puede revelar secretos del cosmos que al Hubble le tomaría milenios

Imagine a luz de 1 bilhão de galáxias. A matéria escura que poderia estar fazendo com que nosso universo se expanda mais rapidamente. Os exoplanetas que se acredita que abrigariam vida além da Terra.

Tudo isso será explorado pelo novo telescópio espacial Roman, que será lançado pela NASA em setembro e que oferecerá não apenas um novo atlas do universo, mas um muito mais amplo, já que conta com um campo de visão pelo menos cem vezes maior que o do Hubble.

Também o fará de forma muito mais veloz.

Estudará o céu 1.000 vezes mais rápido que o telescópio Hubble, conservando uma sensibilidade e resolução no infravermelho similares.

Isso permitirá ajudar a desvendar alguns dos mistérios do cosmos, como a natureza da energia escura e da matéria escura, cuja origem se desconhece, mas se acredita que compõem 95% do universo.

O Roman também explorará como se formam e se desenvolvem os planetas, as estrelas e as galáxias ao longo do tempo, assim como os exoplanetas e a astrofísica no infravermelho, e revelará nosso universo de uma maneira que nunca antes havia sido possível.

Para isso conta com um espelho principal de 2,4 metros de diâmetro, o mesmo tamanho que o do Hubble, assim como duas poderosas ferramentas: um instrumento de campo amplo e um cronógrafo.

A NASA tem trabalhado em seu desenvolvimento durante mais de uma década, seu custo superou os US$ 4 bilhões e conseguiu se adiantar ao cronograma previsto, já que será lançado pela SpaceX no início de setembro e não em 2027, como se previu inicialmente.

O novo telescópio foi batizado em honra a Nancy Grace Roman, conhecida como a "mãe do Hubble", pioneira na astronomia espacial moderna e primeira chefe do Departamento de Astronomia da NASA.

O novo e poderoso telescópio ajudará os cientistas a compreender melhor três importantes e fascinantes campos de estudo como são a energia escura, a matéria escura e os exoplanetas.

Uma das grandes interrogações da astronomia atual é por que a expansão do universo está se acelerando.

O universo tal como o conhecemos se originou no Big Bang -segundo as teorias mais aceitas entre os cientistas-, que teve lugar há 13,8 bilhões de anos, durou apenas uma fração de segundo e deu lugar a uma rápida expansão do cosmos.

Mas após essa primeira "explosão", a gravidade começou a desacelerar o universo até que 9 bilhões de anos depois sua expansão começou a acelerar novamente, impulsionada por uma força desconhecida que foi batizada como energia escura.

Os cientistas não sabem exatamente o que é, embora saibam que existe e que representa entre 68,3% e 70% do cosmos.

Outros 27% aproximados do universo estão formados pelo que se conhece como matéria escura, que os cientistas descrevem como a cola invisível que mantém unido o cosmos e que levam quase um século tentando desvendar.

Esta matéria forma a maior parte da massa das galáxias e aglomerados de galáxias, enquanto o resto, o que não é nem matéria nem energia escura, ou seja, a matéria ordinária -desde a tela na qual você lê este texto, os olhos que a olham, a terra que pisa ou o Sol-, constitui apenas cerca de 5% do universo.

A matéria escura ocupa espaço e tem massa, embora não absorva, reflita nem emita luz, por isso não é fácil de estudar.

Uma maior compreensão da distribuição de matéria escura, explicam da NASA, ajudará a responder grandes perguntas cósmicas acerca...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.