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Economia

ANDE defende decretos de tarifas e descarta riscos

29/04/2026 11:00 3 min lectura 18 visualizações
ANDE defiende decretos de tarifas y descarta riesgos

Félix Sosa, presidente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), analisou o impacto dos novos decretos 5.860 e 5.861, emitidos pelo Poder Executivo. Segundo o funcionário, esses ajustes normativos estão desenhados para fortalecer a posição financeira da estatal e garantir que o sistema elétrico nacional não se veja comprometido pela chegada de indústrias eletrointensivas.

Um dos pontos-chave da reforma é a equiparação da tarifa para indústrias convergentes com a das empresas de criptomineração. Sosa explicou à ÚH que esse ajuste permitirá à ANDE obter as receitas necessárias para reinvestir em infraestrutura de geração. Além disso, foi incluída uma cláusula que permite a atualização de tarifas baseadas em indicadores econômicos, blindando a instituição ante possíveis flutuações financeiras.

A respeito do Decreto 5.861, que regula a produção de hidrogênio verde, Sosa destacou a imposição de um limite de potência de 250 MW. Considerando que a demanda máxima do Paraguai gira em torno dos 5.752 MW, essa reserva representa apenas 4,3% do consumo total.

"Esta limitação busca incentivar a produção de hidrogênio verde sem afetar a disponibilidade para o resto dos usuários", assinalou Sosa, expressando seu otimismo de que o Paraguai se converta no primeiro produtor em grande escala deste recurso na região.

Ante a preocupação cidadã sobre uma possível crise pelo alto consumo dessas empresas, o titular da ANDE reafirmou que a segurança energética não está em risco. Ao mesmo tempo, ressaltou que se realizam as gestões para avançar na geração de mais potência.

"Com ou sem estes decretos, nós temos um plano de geração que se atualiza a cada dois anos", afirmou o presidente da ANDE. Da mesma forma, o funcionário esclareceu que as empresas eletrointensivas terão uma potência garantida por contrato; caso suas necessidades excedam esse volume, as empresas deverão optar pela autogeração.

Desde o Governo asseguram que o Paraguai tem potencial para se converter em um hub regional de IA. Buscam atrair USD 4.000 milhões em investimentos e que um GW equivaleria a entre USD 40.000 e 50.000 milhões, montante similar ao PIB atual.

As medidas que foram impulsionadas desde o Ministério da Indústria e Comércio (MIC), como estratégia para atrair investimentos, recebem uma série de questionamentos por parte de referentes do setor político e energético. As principais críticas são a respeito de uma tarifa subsidiada para empresas sem alto impacto na geração de empregos e o prejuízo econômico que suporía para as finanças da ANDE.

Organizações civis e movimentos sociais lançaram um duro alerta contra o Poder Executivo após a assinatura dos decretos 5.860 e 5.861.

Segundo o comunicado emitido pelas campanhas Itaipú Causa Nacional e Itaipú também é Soberania, essas normativas representam um "atropelo ao patrimônio nacional" ao entregar energia hidrelétrica a empresas transnacionais sob condições desfavoráveis para o país. A denúncia principal se centra no custo de venda da energia.

Enquanto a Carta Orgânica da ANDE estipula que a tarifa deveria girar em torno dos USD 85 MWh, mas se projeta um custo de USD 50 MWh. Para os denunciantes, os novos decretos são apenas uma "maquiagem" de normativas derrogadas anteriormente (5.306 e 5.307) e não fomentam o desenvolvimento industrial como propõe o Governo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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