Comissão Bicameral de Orçamento analisa o PGN 2027 com foco em dívida, taxa de câmbio e déficit fiscal
Instalação da Comissão Bicameral de Orçamento
O Congresso Nacional instalou a Comissão Bicameral de Orçamento (CBO), encarregada de analisar o Presupuesto General de la Nación (PGN) 2027. O organismo está integrado por 26 deputados titulares e 11 suplentes, além de 25 senadores.
A deputada Cristina Villalba foi eleita como presidenta da comissão; o senador Silvio Beto Ovelar assumiu o cargo de vice-presidente, enquanto que Natalicio Chase e Freddy Franco foram eleitos como relatores.
Apresentação do plano financeiro 2027
Na primeira sessão do corpo legislativo, Oscar Lovera, titular do Ministério da Economia e Finanças (MEF), apresentou os detalhes do plano financeiro para 2027 e respondeu a consultas dos legisladores.
O debate, que se estendeu aproximadamente quatro horas, abordou temas relacionados com segurança, saúde, gastos supérfluos, gasto tributário e arrecadação. No entanto, as principais discussões se concentraram nas dívidas públicas, na taxa de câmbio projetada e no déficit fiscal.
Cancelamento de dívidas com ministérios
A respeito das obrigações financeiras, o ministro Lovera recordou que o projeto orçamentário contempla o cancelamento de dívidas com fornecedores de duas instituições chave. O Ministério da Saúde Pública registra obrigações por USD 1.050 milhões, enquanto que o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) tem compromissos por USD 220 milhões.
Projeção da taxa de câmbio para 2027
A projeção da taxa de câmbio estimada em G. 6.458 para 2027 foi objeto de análise. O senador Silvio Ovelar levantou que a cotação seja projetada em G. 6.000 para evitar possíveis incumprimentos.
O ministro Lovera destacou que se trata de um dos indicadores mais complexos de estimar, sinalizando que foi determinado com base em projeções de agentes econômicos e sob uma perspectiva de prudência administrativa. Explicou que a cotação proposta busca proteger o limite estabelecido sobre os compromissos em dólares, considerando que o Paraguai enfrenta exposição a fatores externos.
"Temos gastos em dólares, principalmente dentro do Ministério da Economia, em onde se nós usamos uma taxa de câmbio atual ou fazemos uma previsão sem ter realmente o conhecimento para fazer a trajetória, poderíamos ficar aquém para responder a essas obrigações", explicou Lovera.
O titular do MEF reconheceu que a taxa de câmbio tem gerado impactos negativos, mas enfatizou a necessidade de gerenciar esta variável externa que escapa do controle direto, priorizando responder às necessidades ciudadãs.
Debate sobre o déficit fiscal
Rumo ao encerramento do encontro, as discussões se concentraram no déficit fiscal, projetado em 3,9% do PIB. Os legisladores apresentaram posições diversas: alguns defenderam a eliminação do teto de déficit, enquanto que outros, como Mauricio Espínola, advogaram pelo retorno ao limite de 1,5% do PIB.
Lovera esclareceu que o déficit deve responder a um planejamento de médio e longo prazo, determinando o espaço disponível para acessar financiamento.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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