Comerciantes denunciam inação de dirigentes do Mercado de Abasto diante de atos de insegurança
Por meio de uma coletiva de imprensa, comerciantes do Mercado de Abasto de Assunção apontaram para os dirigentes do espaço e denunciaram que não adotam ações ante atos de insegurança no local, que inclusive já escalou para várias mortes.
Uma comerciante relatou que há alguns dias no setor de vendas de choclo, durante uma noite de sábado, ocorreu um altercado entre duas pessoas e uma delas pegou uma faca e esfaqueou a outra, que "morreu praticamente desangrada".
A mesma comerciante apontou que pediu explicações aos oficiais da delegacia 16ª que conta com um posto no local.
"Muitos detalhes não me deram. Geralmente eles passam atas de intervenção, mas nem a isso pude acessar", reclamou.
Por outro lado, Pablo Hermosa, da seção de venda de choclos, manifestou que "está se fazendo caso omisso" aos reclamos.
"O Mercado está em primeiro lugar muito desprotegido verdadeiramente. Qualquer pessoa vem, sai de qualquer ponto e vem se refugiar no Mercado. A gente que está na frente, a gente da administração, não toma medidas frente a isso, não dá a cara", reclamou o comerciante.
Além disso, apontaram que as autoridades culpabilizam os mesmos comerciantes pela situação.
"Supostamente porque estão em frente aos nossos postos e demais coisas, sempre nós somos os culpados, que lhes damos trabalho. Nós sempre pagamos pelos patos quebrados", acrescentou Hermosa.
A representante à frente de um dos sindicatos de comerciantes manifestou que há dois meses ocorreu um caso similar em que "apareceu um morto aqui, outro ali" e que isso é um indício de abandono por parte das autoridades.
"Por isso digo, não estamos promovendo este Mercado para a cidadania", reclamou, ao mesmo tempo em que afirmou que existe um "abandono total" por parte das autoridades e que inclusive entrou em contato com o ministro de Indústria e Comércio, Marcos Riquelme, para iniciar uma mesa de trabalho e buscar uma solução.
"Somos paraguaios, queremos trabalhar", finalizou a comerciante.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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