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Internacional

Colômbia enfrenta o desafio da baixa produtividade laboral apesar da extensa jornada de trabalho

11/06/2026 10:45 3 min lectura 12 visualizações
Colombia enfrenta el desafío de baja productividad laboral pese a extensa jornada de trabajo

Um trabalho intenso com resultados limitados

Paola Rosas, de 41 anos, se levanta às 3 da manhã. Sai às 4 de sua casa em um bairro das montanhas do sudoeste de Bogotá e chega depois das 5 ao ponto de venda de empanadas que possui em Chapinero. Todos os dias compra aproximadamente 70 empanadas a um distribuidor e as revende a 3.500 pesos colombianos cada uma. Com esses ingressos consegue cobrir suas despesas de transporte, os custos do estacionamento noturno e contribuir para a educação universitária de seu filho mais velho.

A história de Paola reflete uma característica comum na Colômbia: os trabalhadores dedicam muitas horas às suas atividades laborais. Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma pessoa na Colômbia trabalha em média 43,2 horas semanais, enquanto que na Alemanha esse número é de apenas 25,6 horas.

O paradoxo da produtividade

Apesar dessas extensas jornadas, os colombianos não conseguem gerar a riqueza esperada. Entre todos os países membros da OCDE, a Colômbia registra a menor produtividade laboral, o que significa que a cada hora de trabalho, se produz menos dinheiro do que em qualquer outra nação desse grupo.

Este é um problema que não afeta apenas a Colômbia. Segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), toda a região enfrenta essa situação há décadas. Nos últimos 45 anos, a América Latina não conseguiu incrementar significativamente sua produtividade, enquanto países como Coreia do Sul e Irlanda multiplicaram a sua várias vezes no mesmo período. Ainda assim, a Colômbia se destaca negativamente mesmo comparada com a média latino-americana.

Fatores identificados pelos especialistas

Os economistas consultados apontam que o pouco acesso a capital, os problemas de infraestrutura pública, a regulação empresarial e a defasagem entre o sistema educativo e as necessidades do mercado laboral são elementos-chave que incidem nessa baixa produtividade.

Ricardo Salas, professor de Economia da Universidade de Dartmouth, alerta sobre a preocupação fundamental:

"O que deveria nos preocupar é que as pessoas estão trabalhando mais horas do que deveriam, e estão recebendo pouco dinheiro. Os salários não são suficientes".

Hernando Zuleta, decano de economia da Universidade dos Andes, complementa essa análise apontando que

"a produtividade se reflete imediatamente nos salários".
A OCDE explica que a quantidade produzida por hora trabalhada depende do capital físico disponível —edifícios, máquinas, veículos— e de ativos intangíveis como a propriedade intelectual.

Um desafio para o novo governo

A baixa produtividade constitui um problema estrutural que deveria ser prioritário para qualquer administração que aspire aumentar os ingressos dos colombianos e melhorar a competitividade do país nos mercados globais. Esse legado de baixa produtividade representa um dos principais desafios que enfrentará o novo governo colombiano.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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