Presidente Peña reúne exministros de Fazenda para analisar desafios fiscais
O presidente da República, Santiago Peña, encabeçou uma reunião com o ministro de Economia e Finanças, Óscar Lovera, e exministros de Hacienda, com o propósito de analisar a situação atual das finanças públicas, intercambiar critérios sobre os principais desafios fiscais e avaliar as perspectivas econômicas do país para os próximos anos.
Por meio de suas redes sociais, Peña qualificou o encontro como um «enriquecedor espaço de reflexão», destacando que a conversa permitiu combinar distintas experiências na condução da política econômica. Os exministros presentes foram Germán Rojas, Benigno López, Manuel Ferreira, Miguel Gómez, César Barreto, Óscar Llamosas, Marco Elizeche e Juan José Galeano.
O mandatário assinalou que sua participação aportou uma perspectiva dual, tanto desde sua experiência como exministro de Hacienda como desde seu papel atual à frente do Poder Executivo, com o propósito de construir projeções econômicas «sólidas e responsáveis».
Diagnóstico sobre as contas fiscais
Durante a reunião, o ministro Óscar Lovera apresentou um diagnóstico sobre a evolução das contas fiscais, as medidas que impulsiona o Governo e os principais desafios que enfrenta a administração econômica.
Posteriormente, desenvolveu-se um intercâmbio aberto entre os participantes para analisar distintos cenários e compartilhar recomendações a respeito da política fiscal.
Estimação de dívidas pendentes
O exministro de Hacienda Manuel Ferreira explicou que um dos eixos centrais da conversa foi a necessidade de transparentar as obrigações acumuladas pelo Estado com seus fornecedores.
Segundo indicou, o Governo apresentou uma estimação de USD 2.700 milhões em dívidas pendentes, principalmente com fornecedores do setor saúde, empresas farmacêuticas e construtoras de obras públicas.
A seu critério, incorporar estes compromissos dentro das contas fiscais permitirá refletir com maior precisão a situação financeira do Estado. Ferreira sustentou que esse reconhecimento teria um impacto sobre a trajetória fiscal prevista.
De acordo com os dados expostos durante a reunião, o déficit poderia se aproximar a 4% do produto interno bruto (PIB) em 2027, superando a senda inicialmente projetada ao início da atual administração.
O exministro considerou que reconhecer estas obrigações constitui um passo necessário para fortalecer a credibilidade da política fiscal e facilitar o diálogo com organismos internacionais, entre eles o Fundo Monetário Internacional (FMI), em torno às medidas que o país deverá adotar para preservar a sustentabilidade das finanças públicas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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