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Economia

Cifarma vê com abertura a proposta de factoragem do Governo para reduzir dívidas

04/06/2026 23:45 3 min lectura 197 visualizações
Cifarma ve con apertura la propuesta de factoraje del Gobierno para reducir deudas

Posição favorável do setor farmacêutico

Os diretivos da Câmara da Indústria Química Farmacêutica (Cifarma), Hernán Streber e Luis Ávila Cacavelos, expressaram esta semana uma posição mais aberta com relação à ferramenta de factoragem proposta pelo Governo para honrar dívidas do Estado, particularmente com o setor farmacêutico e construção.

Diferentemente do setor construção, que rejeitou a proposta questionando sua viabilidade, Cifarma adota uma perspectiva pragmática diante do mecanismo, considerando que "algo é melhor que nada", segundo expressou Ávila Cacavelos.

Dívida e aplicabilidade do factoragem

Atualmente, o Governo deve às farmacêuticas um total de USD 890 milhões. Entretanto, o método de cessão de pagos tem limitações, já que exclui amparos judiciais e outros serviços. O sistema poderia aplicar-se ao rubro 350, referente a medicamentos e insumos, onde a dívida oscila entre USD 650 a 700 milhões.

Streber explicou que continua em processo de negociação um plano de pagamentos. Ávila Cacavelos informou que o Governo já realizou abonos parciais: USD 100 milhões em abril, 80 milhões em maio, e projeta pagar aproximadamente 70 milhões em junho, reduzindo gradualmente a dívida.

Vantagens financeiras do factoragem

Segundo Ávila Cacavelos, o factoragem apresenta vantagens financeiras para o setor. "Primeiro, a taxa que aplicariam é mais baixa do que a que atualmente pagamos aos bancos. Mas além disso, é preferível obter pagamentos parciais a não cobrar nada", sustentou.

O executivo reconheceu que embora o mecanismo não permita recuperar a totalidade da dívida — estimando que poderiam cobrar entre 20 e 25% no melhor dos casos —, representa uma alternativa viável diante da situação atual.

Limitações e projeto de lei em tramitação

Uma das limitações do sistema é que não inclui o cobro de juros, aspecto que Cifarma considera injusto. Existe um projeto de lei no Senado que busca autorizar o Estado a assumir os juros das cessões, embora sua tramitação se projete demorará aproximadamente 90 dias.

"Eu prefiro cobrar algo a não cobrar nada, embora tenhamos dito desde o início que não era justo que o fornecedor absorva os juros", expressou Ávila Cacavelos.

O diretor executivo enfatizou que não pode esperar os prazos legislativos necessários para que se resolva esta questão, razão pela qual considera conveniente utilizar a ferramenta disponível atualmente, especialmente considerando que a taxa aplicada por dívida soberana é menor à que bancos comerciais cobram por linhas de crédito.

Processo de tomada de decisão

Cifarma continua em diálogos para ajustar números e percentuais na proposta. A organização submeteu a decisão de recorrer ou não ao sistema de factoragem a consideração de seus associados, buscando chegar a um consenso que permita avançar na solução da problemática de dívidas do Estado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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