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Cielito Fernández: "Primavera foi florescer, literalmente"

A cantautora paraguaia fala sobre sua nominação ao Prêmio Estela e o novo álbum gravado entre Asunción e Atlanta

25/05/2026 01:45 3 min lectura 6 visualizações
Cielito Fernández: “Primavera fue florecer, literalmente”

Com um álbum gravado entre Asunção e Atlanta, e acompanhado por músicos de distintos países, Primavera consolida a evolução musical de Cielito Fernández. A artista conversou com Última Hora sobre o significado dessa nominação, a influência de Emiliano R. Fernández em sua vida e o desafio de construir um disco "sem fronteiras".

A nominação de Cielito Fernández a Álbum do Ano nos Prêmios Estela não apenas representa um reconhecimento internacional para a artista paraguaia, mas também é um novo demonstrativo do alcance que a música nacional pode ter quando dialoga com sonidos contemporâneos e perspectivas latinoamericanas. A cantautora chega a este momento com Primavera, um disco que nasceu entre Paraguai e Estados Unidos e que, segundo suas próprias palavras, é atravessado pela emoção, pelo luto e pelo amor.

"Estou muito feliz de levar nossa bandeira através da música, representando nosso país com muito amor e muito orgulho. Me sinto muito honrada, é um carinho ao coração, mas também ao trabalho de tantos anos", expressou a artista após conhecer a nominação ao prêmio centro-americano, considerado um dos mais importantes da indústria musical da região.

Além do reconhecimento internacional, Primavera aparece como uma obra profundamente íntima na carreira da cantora. O álbum, gravado entre Atlanta e Asunção, reflete um processo pessoal marcado pela perda de seu pai e, ao mesmo tempo, por uma etapa de reconstrução emocional.

"Primavera foi florescer, literalmente. É um disco que reflete o renascimento desde o coração, eu estava transitando o luto pela minha papá, mas ao mesmo tempo com o coração cheio de amor. Então Primavera é isso, é honrar, amar, agradecer, recordar... Para mim, tudo se resume no amor e é música feita com amor", afirmou.

O material reúne sete canções autorais onde o folclore paraguaio dialoga com elementos do pop e com sons latinoamericanos. Essa busca artística transforma o disco em uma proposta que transcende fronteiras e que, ao mesmo tempo, mantém uma forte identidade cultural.

Conhecida como a Bisneta do Folclore, por ser descendente do poeta Emiliano R. Fernández, Cielito reconhece que o peso dessa herança artística forma parte inseparável de sua identidade musical. No entanto, também ressalta a necessidade de construir um caminho próprio dentro da composição e da interpretação.

"Cresci com isso e estará em mim para sempre. É algo que abraço. Aonde quer que eu esteja, vai soar um Emilianore. E, por minha parte, também há alguns anos estou criando meu próprio caminho compositivo. Honrando minhas raízes e também contando minha própria história, com a busca do som e estilo que quero transmitir em cada composição", sustentou.

Nessa construção aparece também o conceito de um folclore contemporâneo e aberto ao intercâmbio cultural. A artista explicou que a ideia de criar um disco "sem fronteiras" surgiu a partir de sua admiração pela música latinoamericana e do trabalho junto a seu esposo, João José, produtor, arranjador e coautor do álbum.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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