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Brasil-Paraguai

Cidades da Tríplice Fronteira cobram abertura total da segunda ponte

Conselho de desenvolvimento regional formaliza reivindicação aos governos do Paraguai e Brasil

03/06/2026 07:45 4 min lectura 28 visualizações
Ciudades de Triple Frontera urgen apertura total del segundo Puente

Representantes dos principais conselhos de desenvolvimento de Ciudad del Este, Presidente Franco, Foz de Iguaçu e Puerto Iguazú exigem aos governos do Paraguai e Brasil a abertura ampla e imediata da Ponte Internacional da Integração, uma obra considerada estratégica para o comércio, o turismo e a mobilidade fronteiriça que, apesar de ter sido concluída há quase três anos, continua operando com restrições.

O reclamo foi formalizado pelo Conselho de Desenvolvimento da Região Trinacional do Iguazú (Codetri), organismo que reúne instituições dos três países e que apresentou um documento no qual adverte que a situação atual está gerando prejuízos econômicos e logísticos a uma das regiões mais dinâmicas do Mercosul.

A preocupação dos setores produtivos se centra no que consideram uma contradição difícil de justificar. Enquanto milhares de veículos e pessoas continuam congestionando diariamente a Ponte da Amizade, a nova conexão internacional segue sem cumprir plenamente o propósito para o qual foi concebida. "A limitação do tráfego, com uma ponte concluída há cerca de três anos, compromete o desenvolvimento regional e mantém sobrecarregada a Ponte da Amizade", manifestou o presidente do Codetri, Roni Temp, ao defender a necessidade de medidas urgentes que permitam aproveitar toda a capacidade da nova infraestrutura.

O reclamo não provém unicamente de autoridades locais.

Atrás da petição encontra-se uma região que se tornou um dos principais polos econômicos, turísticos e logísticos da América do Sul.

O documento lembra que a Tríplice Fronteira, integrada por Ciudad del Este e Presidente Franco, no Paraguai; Foz de Iguaçu, no Brasil; e Puerto Iguazú, na Argentina, concentra uma intensa atividade comercial e turística que a torna um ponto neurálgico da integração regional.

NÚMEROS

Dados do estudo socioeconômico "Foz do Iguaçu em Números" indicam que o produto interno bruto conjunto da região alcança aproximadamente 82.000 milhões de reais, considerando apenas onze municípios localizados dentro de um raio de 50 quilômetros.

A isto se soma o intenso fluxo comercial entre Paraguai e Brasil. Somente durante 2025, o Porto Seco de Foz de Iguaçu movimentou mercadorias no valor de 9.800 milhões de dólares, consolidando-se como o maior centro logístico rodoviário da América do Sul.

Os números revelam, além disso, a enorme dependência do comércio bilateral. O Paraguai representou 77,5% de toda a atividade registrada no recinto aduaneiro, com o trânsito de 166.661 caminhões, dos quais 77.739 corresponderam a exportações e 88.922 a importações.

Para os organismos de desenvolvimento, esses números refletem a importância estratégica de contar com corredores fronteiriços eficientes e preparados para responder ao crescimento econômico da região.

Enquanto a nova infraestrutura permanece parcialmente habilitada, a Ponte Internacional da Amizade continua absorvendo praticamente toda a pressão do trânsito fronteiriço.

Segundo a Pesquisa de Pontes Internacionais da Tríplice Fronteira 2024, por essa conexão circulam diariamente ao redor de 43.000 veículos e aproximadamente 93.000 pessoas.

O PROBLEMA

As longas filas, os engarrafamentos e os atrasos fazem parte da rotina de milhares de trabalhadores, comerciantes, turistas e transportistas que cruzam a fronteira todos os dias.

Os signatários do documento advertem que esta situação não apenas gera perdas econômicas e aumento de custos logísticos, mas também exerce uma pressão permanente sobre uma estrutura inaugurada em 1965 e que requer preservação para garantir sua segurança e durabilidade. "A prosperidade da região está diretamente associada ao movimento", sustenta o documento. "Seja de cargas que transportam alimentos e insumos, de visitantes que impulsionam turismo ou de pessoas que buscam oportunidades econômicas em ambos os lados da fronteira."

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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