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Internacional

Cidadãos de Paris pedem declarar Milei "pessoa non grata"

Petição com mais de 250 assinaturas critica política de austeridade e postura sobre crimes da ditadura argentina

01/09/2026 19:45 2 min lectura 226 visualizações

"Pedimos ao Conselho de Paris que declare o presidente argentino pessoa non grata em nossa cidade. Após quase três anos de mandato, a política de austeridade radical de Javier Milei pesa gravemente sobre a sociedade argentina", reza a petição publicada no site change.org.

Esta "iniciativa cidadã" instiga também Paris e seu prefeito, o socialista Emmanuel Grégoire, a "rejeitar toda recepção oficial" e "toda distinção" ao presidente argentino, e a recordar sua "solidariedade com as lutas democráticas da sociedade argentina".

"Paris não pode ser a cidade onde se tolere o negacionismo, o revisionismo e a invisibilização dos crimes da ditadura argentina", disse à AFP um de seus primeiros cinquenta signatários, o vereador parisiense e deputado esquerdista Rodrigo Arenas.

A solicitação já contabilizava mais de 250 assinaturas, por volta das 16:30 (11:30 do Paraguai) de terça-feira, e na lista publicada dos primeiros cinquenta signatários figuram também a vereadora esquerdista de Paris Geneviève Garrigos e personalidades e intelectuais vinculados à Argentina e à América Latina na França.

O ator argentino Nahuel Pérez Biscayart, a advogada das famílias de desaparecidos franceses durante a ditadura argentina, Sophie Thonon, os cineastas Santiago Amigorena e Alberto Marquardt também adicionaram seus nomes.

A petição denuncia, entre outros pontos, o "desmantelamento dos serviços públicos", as "violações dos direitos das mulheres" e a "repressão policial", além de que Milei "relativiza" os crimes da ditadura militar argentina.

Os signatários alertam também sobre a situação na Casa Argentina, uma residência no prestigioso polo universitário Cité Internationale Universitaire de Paris, desde a chegada como diretor do advogado Santiago Muzio, nomeado pelo atual governo argentino.

Em 30 de julho, a Prefeitura de Paris pediu ao chanceler francês, Jean-Noël Barrot, investigar a gestão desta Casa, especialmente as "decisões de expulsão" de residentes, a retirada de uma placa sobre os desaparecidos durante a ditadura e a celebração de reuniões "difundindo ideologias de extrema direita", entre outros.

"Mantemos conversas em andamento com as autoridades argentinas e seus representantes em Paris", assegurou nesta terça-feira Barrot questionado em coletiva de imprensa sobre a situação na Casa Argentina e a carta da prefeitura de Paris, sem fornecer mais detalhes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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