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Internacional

China responde ao Paraguai e aos EUA e nega ciberataques contra o Estado

12/07/2026 13:45 3 min lectura 3 visualizações

Os governos do Paraguai e dos Estados Unidos denunciaram ataques informáticos contra sistemas do Estado perpetrados pela China e o país asiático, através de um comunicado do Consulado Geral em São Paulo, expressou seu desagrado.

"Recentemente o Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicações do Paraguai e a Embaixada dos Estados Unidos no Paraguai emitiram uma declaração conjunta na qual caluniaram a China por supostas ciberoperações malintencionadas contra o Governo paraguaio", começa o escrito divulgado no X.

Em seguida, expressaram "sua profunda insatisfação" e firme oposição ante tal declaração conjunta.

Nesse sentido, assinalaram que como um dos países que mais sofrem com ciberataques, a China reiterou em múltiplas ocasiões "que se opõe resolutamente aos ciberataques e delitos cibernéticos, e se dedica firmemente à luta contra eles conforme à lei".

Ao mesmo tempo, rejeitaram a difusão de informação falsa com fins políticos sem contar com provas válidas.

"A China rejeita rotundamente a difusão de informação falsa com fins políticos. Sem contar com provas válidas, a parte paraguaia e a parte estadunidense tiraram conclusões apressadas", questionaram.

Pode ler: Paraguay y Estados Unidos aseguran que China atacó sistemas del Estado

Continuaram mencionando que "sua conduta de difamar e desacreditar a China aproveitando a questão da segurança cibernética é extremamente irresponsável e constitui uma clara distorção dos fatos".

Também apontaram para os Estados Unidos "como o principal autor e máximo expoente dos ciberataques".

"Há muito tempo, o Governo e os organismos pertinentes dos EUA têm violado o direito internacional e os princípios fundamentais das relações internacionais, realizando atividades massivas, organizadas e indiscriminadas de espionagem cibernética, escuta e vigilância contra governo, empresas e particulares de numerosos países, incluída a China. Isto é um fato bem conhecido por todo o mundo", se estenderam.

Por outra parte, afirmaram que a segurança cibernética é um desafio compartilhado em nível global e instaram os EUA a adotar uma postura responsável, realizar uma profunda autorreflexão e deixar de formar círculos para difamar e desacreditar outros países.

"Igualmente aconselha ao Paraguai que não se converta em uma ferramenta da geopolítica, politizando a questão da segurança cibernética", finalizaram.

O Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação (Mitic) publicou uma declaração conjunta do Paraguai e dos Estados Unidos na qual informaram sobre os resultados de uma revisão de cibersegurança das redes do Estado.

Conforme comunicaram, nesse processo se identificaram múltiplos ataques maliciosos vinculados ao Governo da China que se infiltraram nos sistemas governamentais.

Essa operação se dá após uma revisão que havia sido realizada em 2024, quando a Embaixada dos Estados Unidos em nosso país e o Mitic detectaram um ciberataque perpetrado pela empresa chinesa Flax Typhoon, a qual foi sancionada pela Oficina de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, por suas siglas em inglês).

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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