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Internacional

"França tem um altíssimo nível, isso sim, sem franceses", a nova frase incendiou Paris

12/07/2026 10:45 3 min lectura 17 visualizações

"Se essa declaração é exata, é absolutamente inaceitável. Não reflete em absoluto o que é França", afirmou Nuñez em uma entrevista na televisão BMF TV ao ser questionado sobre as palavras do ex-chefe do Executivo espanhol.

O ministro defendeu que a França é "um país de diversidade, onde todo o mundo pode se desenvolver e encontrar seu lugar", e lamentou que este tipo de comentário alimente os ataques racistas contra os jogadores da seleção francesa, em particular contra seu capitão, Kylian Mbappé.

"Creio que ainda nos resta um longo caminho a percorrer para viver todos juntos com coesão. França é uma República em que todo o mundo tem seu lugar, seja qual for sua origem, suas convicções ou sua religião, contanto que se respeitem as regras comuns da República", afirmou.

Acrescentou que declarações como essas "não oferecem uma imagem de esperança" a muitos jovens franceses e confessou que lhe produzem "desolação".

Nuñez enquadrou ainda a polêmica no debate sobre a identidade nacional e rejeitou a visão de quem opõe uma suposta "França histórica" ou "França cristã" — defendida pela extrema direita — a uma "nova França" — tese da extrema esquerda. "Há apenas uma França", afirmou, "uma República em que todo o mundo deve poder encontrar seu lugar", insistiu.

Às críticas se somou o primeiro secretário do Partido Socialista (PS), Olivier Faure, que rejeitou as palavras de Rajoy e defendeu que "a seleção de França é formada unicamente por franceses".

"França não é uma nação étnica. Não tem uma cor de pele nem uma religião. É uma nação política unida em torno do lema da República", escreveu Faure em suas redes sociais, antes de acrescentar: "Por mais que desgoste à direita racista".

Rajoy escreveu em sua coluna que a seleção francesa dispõe de "um altíssimo nível, isso sim, sem franceses", apesar de que dos 26 futebolistas convocados pelo selecionador Didier Deschamps apenas três nasceram fora da França: Michael Olise, Marcus Thuram e Brice Samba. O restante nasceu em território francês, embora muitos sejam filhos ou netos de imigrantes.

A polêmica reaviva um debate recorrente na França sobre imigração e identidade nacional que ganhou força após a vitória da seleção francesa na Copa do Mundo de 1998, quando a extrema direita questionou que aquele time representasse a "verdadeira" França pela origem familiar de vários de seus jogadores. EFE

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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