Chile voltou a liderar as compras de carne paraguaia em agosto, mas o preço seguiu sob pressão
Chile recuperou durante agosto a liderança como principal destino mensal da carne bovina paraguaia em volume, embora os dados também confirmassem uma nova correção no valor médio dos negócios com esse mercado.
Paraguai exportou para Chile 6.447 toneladas durante o oitavo mês do ano, que geraram ingressos de aproximadamente US$ 46,6 milhões. O preço médio se situou em US$ 7.226 por tonelada.
Frente a julho, os embarques diminuíram cerca de 10,2%, enquanto a faturação recuou 11,1%. O valor médio também mostrou uma queda próxima a 1%, após ter alcançado US$ 7.302 por tonelada durante o mês anterior.
A evolução confirma uma tendência que já vinha sendo observada dentro do principal mercado histórico da carne paraguaia. Chile mantém uma demanda importante e continua sendo um parceiro central para a indústria nacional, mas enfrenta um cenário de maior competição entre fornecedores.
Um dos fatores que vem incidindo é a maior presença de carne brasileira no mercado chileno, particularmente a partir do redirecionamento de produto que se produziu após as dificuldades temporais que Brasil enfrentou em outros grandes destinos internacionais.
Uma maior disponibilidade de carne regional gera pressão sobre as negociações e obriga os exportadores a competir com maior intensidade pelos distintos espaços comerciais. Essa realidade começa a refletir-se no comportamento do preço médio pago pela carne paraguaia.
Apesar disso, Chile conserva amplamente a liderança no acumulado janeiro-agosto. Paraguai enviou para esse mercado 56.609 toneladas por mais de US$ 399 milhões, mantendo-o como o principal destino tanto por volume quanto por faturação no que vai do ano.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.