Chefe do Hezbollah rejeita criação de zona de segurança israelense no sul do Líbano
A manutenção de forças israelenses em solo libanês é "impossível", declarou o chefe do grupo pró-iraniano na televisão. "Não há zonas de segurança para Israel" em território libanês, insistiu.
"Temos um exército libanês para que se desloque, e é responsável por proteger a soberania, e é com ele que cooperamos", acrescentou Qassem.
Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março pelo Hezbollah, que apoiou o Irã, atacado pelos Estados Unidos e Israel.
Desde então, o exército israelense realiza uma ofensiva terrestre no sul do Líbano e opera no que se apresenta como uma zona de segurança de uma dezena de quilômetros de profundidade a partir da fronteira, destinada a proteger os habitantes do norte de Israel.
Na sexta-feira havia sido anunciado um cessar-fogo, após um anterior que não havia sido respeitado.
Neste domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o exército israelense permanecerá no sul do Líbano "todo o tempo que for necessário".
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou além disso que as tropas israelenses podem agir "sem nenhuma restrição" para "eliminar as ameaças" no Líbano e reiterou que "Israel não se retirará da zona de segurança".
"Israel é um agressor e deve sair. Os Estados Unidos assumem a plena responsabilidade" das ações israelenses, reagiu Qassem.
"Ainda que Israel multiplique seus atos criminosos, nós nos defenderemos", assegurou.
O líder do Hezbollah fez essas declarações após a abertura no domingo na Suíça das conversações destinadas a ultimar um protocolo de acordo entre Estados Unidos e Irã.
Irã, que afirmou que nenhum acordo com os Estados Unidos será possível sem o cessar das hostilidades no Líbano, anunciou no sábado um novo fechamento do Estreito de Ormuz em represália pelos ataques israelenses contra esse país.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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