Caso Metrobús: Wiens recusa Emiliano Rolón para frear ação penal
O ex-ministro de Obras Públicas, Arnoldo Wiens Durksen, acusado por lesão de confiança, continua recorrendo a procedimentos para paralisar seu processo penal. Desta vez, recusou o fiscal geral do Estado, Emiliano Rolón Fernández. O escrito foi apresentado perante a Sala Penal da Corte Suprema de Justiça, instância que terá que resolver o caso. A defesa sustenta que Rolón teria violado os princípios de objetividade e legalidade ao intervir administrativamente no tramite da ação.
O questionamento se centra principalmente na Resolução F.G.E. n.º 2900, ditada em 11 de agosto de 2026, por meio da qual o fiscal geral determinou que os agentes fiscais Giovanni Grisetti, Nathalia Silva e Yeimy Adle continuassem intervindo no processo, contestassem uma exceção de falta de ação e prescrição, e apresentassem o requerimento conclusivo.
Dias atrás, o Ministério Público apresentou uma acusação por lesão de confiança e danos a obras construídas ou meios técnicos contra o ex-ministro, no marco do caso Metrobús, solicitando que o processo penal seja elevado a julgamento oral e público.
De acordo com a acusação fiscal, o prejuízo patrimonial atribuído a Wiens ascende a G. 14.955.317.035. Este montante é composto por G. 8.030.693.029 utilizados em trabalhos vinculados ao Ata de Entendimento e G. 6.924.624.006 correspondentes à construção de seis estações que posteriormente foram destruídas.
Os fiscais Nathalia Silva, Yeimy Adle e Giovanni Grisetti mencionam que Wiens recebeu um projeto com obras executadas, financiamento assegurado e contratos vigentes; porém, suas decisões mantiveram a paralisação, destruíram infraestrutura construída e desviaram bens da finalidade para a qual foram adquiridos. A acusação assinala que o prejuízo não consistiu unicamente em que o sistema BTR (Bus Rapid Transit) não tivesse entrado em funcionamento, senão em que as obras e bens pagos com recursos públicos foram inutilizados, deixando de cumprir a função para a qual foram planejados e construídos.
A Fiscalía também sustenta que foram utilizados recursos do próprio MOPC para destruir infraestrutura estatal, incluindo pessoal, maquinaria e aproximadamente 50.000 litros de combustível. Além disso, o Estado teria destinado G. 8.030 milhões para inutilizar obras, cuja construção já havia sido paga. Para os fiscais, estas decisões ocasionaram que um projeto suscetível de continuidade ou reorientação terminasse convertido em infraestrutura inutilizada, gerando um prejuízo direto ao patrimônio público. Com base nesses fatos, o Ministério Público solicita que Wiens seja submetido a julgamento oral e público.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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