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Internacional

Papa León XIV defende a paz na Europa e alerta contra aumento dos gastos militares

Pontífice faz apelo por diálogo durante visita a Metz, na França

28/09/2026 11:15 3 min lectura 26 visualizações

Chamado à paz e ao diálogo

O papa León XIV realizou um chamado nesta segunda-feira à Europa "a sacrificar algumas posições pelo bem superior da paz" e alertou contra "a ilusão do rearme" durante sua visita à cidade de Metz, na França. O pontífice estadounidense-peruano também pediu dignidade nas relações internacionais, que qualificou como "cada vez mais bárbaras".

O discurso foi pronunciado no contexto de transformações geopolíticas significativas na Europa, entre elas a guerra na Ucrânia, o fortalecimento de movimentos políticos de extrema direita e a incerteza gerada por mudanças na administração dos Estados Unidos.

Preocupação com o conflito armado

"Lamentavelmente, também na Europa, nesta época reapareceu a guerra: um novo 'massacre inútil' que cada dia causa inúmeras vítimas civis", expressou o pontífice, utilizando uma frase que havia sido empregada anteriormente pelo papa Bento XVI.

León XIV fez ênfase na necessidade de "comprometer-se em um diálogo paciente, mostrar audácia na negociação e estar dispostos a sacrificar algumas posições pelo bem superior da paz".

Importância simbólica de Metz

A escolha de Metz como sede do discurso reveste significado histórico. Esta cidade francesa foi objeto de disputa entre França e Alemanha desde finais do século XIX até a Segunda Guerra Mundial. Nesta região nasceu Robert Schuman (1886-1963), reconhecido como um dos "pais fundadores" da União Europeia, a quem o Vaticano busca beatificar.

O pai do papa León XIV desembarcou na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial, o que vincula pessoalmente o pontífice com a história europeia do pós-guerra.

Crítica às tendências políticas atuais

O papa assinalou que "atualmente, as relações humanas e entre os estados tornam-se cada vez mais bárbaras. Menospreza-se o valor da palavra dada; e presume-se mais a mentira e o engano". Esta afirmação foi interpretada como uma crítica velada a políticos populistas.

"A Europa pode pôr fim a esta espiral graças ao respeito pelo outro, que soube cultivar e preservar", afirmou León XIV, que destacou que "o direito internacional e o multilateralismo" constituem "o melhor antídoto contra a vontade de dominação".

Posição sobre migrantes e refugiados

O papa também exortou a "integrar como na própria família" migrantes e refugiados, ampliando sua mensagem sobre construção da paz e coesão social no continente.

Resposta política limitada

O presidente francês, Emmanuel Macron, que assistiu ao evento, fez um apelo para recuperar a "coragem de seus pais fundadores" e a não ceder ao retraimento nem ao ressurgimento de nacionalismos. No entanto, a resposta de outros líderes europeus foi limitada.

Embora fossem convidados os mandatários dos 27 países da União Europeia e instituições comunitárias, apenas os dirigentes de Luxemburgo e a presidenta da região alemã de Sarre, Anke Rehlinger, responderam ao convite.

Continuidade da viagem papal

León XIV realizará novas aparições públicas a bordo de seu papamóvel e celebrará uma última missa em Metz. Durante sua permanência na França, os eventos celebrados em Paris e no santuário de Nossa Senhora de Lourdes atraíram 1,3 milhões de fiéis neste país de tradição laica, segundo informes do Vaticano.

Em cada uma de suas aparições públicas, o sucessor de Francisco no papado mostrou-se acessível e próximo aos fiéis, em encontros que combinaram aclamações, bênçãos e expressões de devoção religiosa.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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