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Política

Carlos Mateo Balmelli analisa a postura do sindicato da Ande sobre criação do Ministério de Energia

26/08/2026 17:00 3 min lectura 14 visualizações

Análise da postura sindical sobre política energética

O politólogo Carlos Mateo Balmelli realizou uma análise sobre a posição do sindicato da Administração Nacional de Eletricidade (Ande) em relação à criação do Ministério de Energia proposta pelo Poder Executivo. Balmelli sinalizou que as manifestações do sindicato constituem uma posição política mais que reclamos sindicais convencionais.

Durante seus comentários no Canal 9, Balmelli expressou: "Quando o sindicato da Ande se opõe aos decretos do Poder Executivo, se opõe a um modelo industrial, de indústrias intensivas ou de data center, mas não de criptomineração. Se está expressando uma crítica originada em um fato social ou é um problema político".

Apoio à criação do Ministério de Energia

Balmelli manifestou seu respaldo à criação deste ministério como um ente regulador em matéria energética, considerando que se trata de uma projeção avaliada há vários anos e que resulta necessária para o país.

Em relação às demandas sindicais, o politólogo precisou: "Aqui não reivindicam melhores salários, aqui não reivindicam férias. É necessário definir se politicamente é correto que o sindicato da Ande desenhe a política energética paraguaia. A criação de um Ministério de Energia é uma iniciativa de longa data, necessária no Paraguai, porque acreditamos que somente podemos desenvolver nossa economia através de novas alternativas".

Necessidade de diversificação energética

Balmelli enfatizou a importância de contar com novas fontes de energia alternativa: "Não podemos ficar somente com Itaipu, Yacyretá e Acaray, com a hidráulica. Se tem que criar a geração solar e outras fontes alternativas".

Respeito às funções do futuro ministério, indicou: "Um Ministério de Energia vai regular a política energética. Se avaliará a geração nuclear, solar e outras fontes. De fato, se sancionou uma lei neste Governo que habilita a todos os particulares a gerar energia que não seja hidráulica, sendo a hidráulica monopólio da Ande".

Mudanças no modelo de gestão energética

O politólogo sustentou que o modelo de monopólio da Ande chegou a sua conclusão: "O sindicato da Ande deve entender que o modelo confortável de monopólio na compra de geração de energia com o Brasil, onde a Ande tinha um consumidor seguro por seu caráter monopolista, esse modelo é inservível para que o Paraguai possa crescer para frente".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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