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Política

Campanha suja: Cecilia Pérez aponta evidências e diz que vice-ministra se compromete mais

04/09/2026 07:45 3 min lectura 305 visualizações

A ex-ministra de Justiça, a advogada Cecilia Pérez, relatou à Monumental 1080 AM o que esperam que a Promotoria faça a partir das provas apresentadas, como um telefone celular e documentos, que foram entregues por uma testemunha chave, Yecika Bracho, no marco da campanha suja, que supostamente o Governo encomendou através de agências e publicitárias contra mídia e jornalistas. Bracho é de nacionalidade venezuelana e ex-contadora de uma agência publicitária.

De acordo com a denúncia, suspeita-se do uso de recursos públicos provenientes de convênios do Mitic com entidades como Itaipu ou o PNUD. O Vice-ministério de Comunicação deveria controlar a execução desses fundos, mas investiga-se se terminaram triangulados para agências publicitárias vinculadas ao setor privado à atual vice-ministra Alejandra Duarte.

Diferentemente das querelas privadas por difamação, como a do jornalista Christian Chena, a denúncia apresentada em representação de Hugo Portillo aponta diretamente à Unidade de Delitos Econômicos da Promotoria junto com Delitos Informáticos para determinar se existiu lesão de confiança no manejo de dinheiro público.

"Há uma diferença importante que colocava justamente sobre o que se discute no caso da doutora Peralta, no caso de Christian Chena e o que nós denunciamos na Promotoria. No caso de Christian Chena é uma querela por difamação, calúnia e está fazendo o caminho como que de trás para frente, verdade? Quem publicou? Quem aceitou sua união e sua recopilação?", explicou.

"No outro caso, que nós apresentamos na Promotoria, nós fazemos ao contrário, nós queremos que se determine aqui o caminho do dinheiro, os pagamentos que se fizeram e se isso foi usado ou não, porque há uma suspeita de que se usaram recursos públicos para esta campanha", sustentou.

Nota relacionada: Aprovam pedido de relatório ao Mitic que investiga fundos de campanha suja

Na análise da página web desde o aparato celular de onde foi feita, considera que a perícia determinará sobre a hipótese da pauta paga com dinheiro público.

"É determinante porque as publicações que se fizeram com este telefone na página, neste caso Despierta Paraguay, mas nós aportamos todos os outros dados das outras páginas onde também se faziam este tipo de publicações, isto leva ao caminho de que são pautas pagas. Então, com este telefone se faz o caminho de quem pagou por essas publicações e como se pagou, de onde saiu o dinheiro", sinalizou.

Ao tratar-se de uma cidadã estrangeira, ao referir-se a Yecika Bracho, Pérez apontou que conta com status de refugiada, pelo que advertiu que se encontra em uma situação de extrema vulnerabilidade. Pediu proteção para ela e alertou sobre o risco de que se tente pressionar politicamente para lhe retirar o refúgio e expulsá-la do país com o fim de silenciá-la.

Pérez advertiu que estas sistemáticas campanhas digitais de desprestígio se repetem constantemente para desviar a atenção dos reclamos sociais de fundo, tal como se observou recentemente com ataques dirigidos a dirigentes da greve de médicos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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