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Economia

Brighenti sobre o mercado de carne: "Hoje observamos algumas quedas naturais; mas a tendência de fundo continua sendo altista"

26/06/2026 04:00 3 min lectura 10 visualizações
Brighenti sobre el mercado de la carne: “Hoy observamos algunas bajas naturales; pero la tendencia de fondo sigue siendo alcista”

Os principais mercados internacionais de carne atravessam um período de reajuste após atingir valores historicamente elevados. Contudo, longe de interpretar esta correção como o início de um ciclo baixista, o produtor pecuário e trader internacional de carne, Fausto Brighenti, compreende que se trata de um movimento natural dentro de uma tendência estrutural que continua sendo favorável para os exportadores.

Em diálogo com Valor Agro, Brighenti explicou que o cenário global combina fatores comerciais, geopolíticos e sazonais que hoje geram maior volatilidade, mas que não modificam o principal fundamento do negócio: a oferta mundial de carne continua sendo limitada diante de uma demanda que segue mostrando fortaleza.

"Estamos vivendo um momento de muita incerteza, mas também de preços e demanda historicamente altos. O que vemos hoje é um reajuste próprio de mercados que chegaram a valores recorde", resumiu.

Um dos principais focos de atenção passa por Brasil, que enfrenta desafios comerciais simultaneamente tanto na Europa quanto na China.

Segundo explicou, persistem as negociações com a União Europeia diante da possibilidade de ficar temporariamente fora daquele mercado a partir de setembro. Ao mesmo tempo, várias plantas frigoríficas brasileiras estão esgotando seus cotas de exportação para a China, situação que obriga a redirecionar importantes volumes para outros destinos.

Esse movimento começa a trasladar uma maior pressão comercial para mercados como Estados Unidos, onde Brasil procura colocar carne que o gigante asiático deixaria de absorver durante parte do segundo semestre.

Para Brighenti, estas mudanças geram incerteza, mas também oportunidades para outros exportadores do Mercosul, entre eles Paraguai, Uruguai e Argentina, especialmente em mercados de alto valor como Europa.

O trader comentou que outro elemento que explica a atual pausa nos preços é o comportamento da China. Durante os primeiros cinco meses do ano, o gigante asiático incrementou cerca de 20% suas importações em relação ao mesmo período do ano anterior, gerando elevados níveis de estoque.

Como consequência, atualmente o mercado chinês apresenta uma demanda muito mais cautelosa que a observada meses atrás. "Hoje China está cheia de carne e está comprando menos. Depois dos preços recorde que vimos antes da SIAL muitos esperávamos que a tendência continuasse subindo, mas o mercado foi se arrefecendo e apareceram algumas quedas", assinalou.

O ajuste responde mais à sazonalidade que a uma mudança de ciclo

Segundo considerou Brighenti, as recentes correções de preços devem ser interpretadas dentro do comportamento habitual do negócio internacional.

Explicou que China, Europa e Estados Unidos ingressam simultaneamente no verão do...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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