Brecha salarial de quase 30% entre mulheres e homens no Paraguai, apesar de maior formação acadêmica feminina
Participação laboral feminina sem equidade salarial
As mulheres paraguaias apresentam, em média, mais anos de estudo que os homens. Representam 42% da força laboral ocupada e lideran quatro de cada 10 lares do país. Porém, esses avanços em formação e participação econômica ainda não se traduzem em oportunidades laborais de igual qualidade e renda, conforme indicou Alicia Pomata, ministra da Mulher.
Um dos principais desafios identificados é a brecha salarial. Apesar de contar com maior preparação, as mulheres continuam ganhando em média quase 30% menos que os homens pelo mesmo tempo de trabalho. A isso se soma uma forte segregação ocupacional, já que mais de 80% da força laboral feminina está concentrada nos setores de serviços e comércio.
Menor acesso a setores de alta produtividade
Pomata apontou que as mulheres têm menor presença em setores de alta produtividade, tecnologia e postos de alta decisão. Esta situação constitui um dos principais desafios para avançar rumo a uma maior autonomia econômica e aproveitar plenamente o capital humano feminino.
Outro obstáculo identificado está relacionado à distribuição das tarefas de cuidado. Segundo a ministra, os trabalhos do lar e a atenção à família continuam recaindo principalmente sobre as mulheres, reduzindo significativamente o tempo disponível para se desenvolver profissionalmente, capacitar-se ou assumir cargos de maior responsabilidade.
Programas de capacitação e acesso a ferramentas financeiras
Diante deste cenário, o Ministério da Mulher trabalha através de uma articulação interinstitucional para ampliar as oportunidades de desenvolvimento pessoal, produtivo e profissional. Em aliança com o SNPP, Sinafocal e o MIC, impulsiona cursos online sobre gestão de negócios, educação financeira e custos de produção.
Por meio do Centro Cidade Mulher e dos Centros Regionais se oferecem capacitações em cargos intermediários, ofícios, gestão de negócios, fixação de preços e ferramentas digitais para empreendedoras. A estratégia também contempla facilitar informação e acesso a ferramentas financeiras públicas, créditos, garantias, terra e mercados.
Prioridades institucionais para os próximos anos
Entre as prioridades institucionais encontra-se ampliar a cobertura territorial dos programas, consolidar espaços de capacitação e comercialização e fortalecer a articulação para facilitar o acesso a financiamento, formalização e mercados.
Pomata apontou ainda que o Ministério continuará impulsionando empreendimentos sustentáveis liderados por mulheres e políticas de cuidados que favoreçam uma maior participação econômica feminina, mediante o trabalho conjunto com instituições públicas, o setor privado e organismos de cooperação.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.