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Brasil esfria devolução do Canhão Cristiano: "Ainda faltam diálogos diplomáticos"

04/09/2026 19:45 3 min lectura 378 visualizações

"O Ministério de Relações Exteriores do Brasil afirma que faltam mais conversações diplomáticas para devolver o Canhão Cristiano, da Guerra do Paraguai, ao país vizinho", apontou em sua publicação o meio brasileiro Folha de São Paulo.

"Guerra do Paraguai" é como os brasileiros se referem à Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai.

A atualização do estado de devolução foi divulgada pelo Itamaraty, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil, na quarta-feira passada, após uma reunião entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o ministro paraguayo Rubén Ramírez Lezcano.

Ambos se encontraram em Montevidéu, no marco da 20ª Reunião do Conselho de Ministros da Associação Latino-americana de Integração (Aladi), a pedido do Paraguai.

Segundo o Governo brasileiro, ambos abordaram vários temas sobre a agenda bilateral, como a negociação da tarifa da hidrelétrica de Itaipu Binacional e outras questões relacionadas com a hidrovia Paraguai-Paraná.

"Ramírez suscitou o tema do Canhão Cristiano e Mauro Vieira informou que ainda não ocorreram até o momento as conversações diplomáticas pertinentes para dar o tratamento adequado ao assunto. Mauro Vieira convidou a Ramírez a visitar Brasil, em uma data ainda não acordada", apontou o diplomata, segundo replicou o meio brasileiro.

Em sua publicação, Folha destacou que o Paraguai já solicitou em várias ocasiões a devolução do canhão e que, segundo diplomatas, o processo é burocrático e inclusive exige a análise da origem da peça e a coleta de evidências.

Da mesma forma, o meio assinala que o vínculo entre ambos os países se abalou em julho, depois das declarações de Lula ao atribuir ao Paraguai o início da Guerra da Tríplice Aliança. "Nos gusta la paz, pero no podemos olvidar que, cierta vez, Paraguay decidió invadir a Brasil", manifestou.

"A menção ao conflito do século XIX, o maior da América Latina e responsável por devastar o país vizinho, foi suficiente para que o Governo paraguayo fosse pressionado por dias a tomar ações mais duras contra o governo de Lula. O episódio levou o país a emitir uma nota de protesto contra o embaixador brasileiro em Assunção", sublinhou Folha.

De igual modo, o meio cita que o vice-presidente paraguayo, Pedro Alliana, afirmou que após entregar a nota ao embaixador, não queria estender o conflito com Brasil na véspera de suas eleições presidenciais de outubro.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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