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Política

Basilio Núñez expressa posição crítica sobre o balotagem eleitoral

12/08/2026 19:45 2 min lectura 9 visualizações

Posição sobre o mecanismo de segunda volta

O presidente do Congresso, Basilio Núñez, expressou sua posição contrária ao balotagem, sinalizando que considera constituir um mecanismo que pode debilitar a democracia e favorecer acordos políticos conjunturais entre setores que não necessariamente compartilham um mesmo projeto de governo.

Durante sua intervenção, Núñez argumentou: "Quero argumentar por que estou contra o balotagem. Um, porque é um mecanismo exclusivamente para atentar contra a democracia".

Questionamentos sobre acordos políticos

O legislador questionou a ideia de que a segunda volta fortaleça a representação popular e sustenta que alguns setores buscam utilizá-la como uma via para acessar o poder sem contar previamente com um projeto político que obtenha o respaldo majoritário em primeira volta.

Núñez qualificou os possíveis acordos entre primeira e segunda volta como "alianças artificiais" e "oportunistas", que resultariam em uma distribuição de cargos políticos.

"O balotagem representa um risco para a democracia paraguaia, não constrói maiorias. Os acordos de segunda volta são alianças artificiais", expressou o titular do Congresso.

Diferenças ideológicas sinalizadas

Núñez questionou a possibilidade de que partidos com posições ideológicas diferentes terminem apoiando um mesmo candidato em segunda volta. O presidente do Congresso vinculou especialmente essa possibilidade com uma eventual aliança entre setores liberais e partidos de esquerda.

Estabeleceu diferenciações entre o que considera serem posições de direita e esquerda, argumentando que os partidos de direita defendem a propriedade privada, a economia de mercado, o Estado de direito e a liberdade individual, enquanto que os de esquerda priorizam, conforme sua perspectiva, a igualdade e uma maior intervenção estatal.

Considerações adicionais

Núñez também utilizou argumentos de índole econômica, assegurando que uma segunda volta obrigaria o Estado a repetir grande parte da logística eleitoral, gerando gastos significativos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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