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Paraguai

Banco'i: Pais pagam frete apesar de empresa dever entregar comida na escola

Contrato estabelece que alimentos devem chegar direto às instituições educativas, mas famílias desembolsam G. 10.000 semanais

01/06/2026 08:00 3 min lectura 22 visualizações
Banco’i: Padres pagan flete pese a que firma debe llevar comida hasta escuela

O contrato assinado pela Gobernación de Cordillera estabelece que a empresa adjudicada deve entregar os alimentos diretamente nas instituições educativas. Porém, na escola Banco Yparaguaymi, localizada na ilha Banco'i, cada pai deve contribuir com G. 10.000 semanais para cobrir o transporte.

Consultado sobre a situação, o governador Denis Lichi afirmou que desconhecia o fato apesar de assegurar que visitou a comunidade em várias oportunidades. Nas redes da Gobernación, através de um vídeo, romanticiza-se o sacrifício da zona conhecida como Banco'i, nas imagens se veem o dia a dia de seu antigo professor Agripino Acosta, enquanto se omite a falta de água potável e luz.

A Gobernación de Cordillera adjudicou por G. 221.383.988.700 o programa Hambre Cero à empresa Ladero Paraguayo SA para a provisão de café da manhã, café da tarde, almoço e jantar em instituições educativas do departamento até julho de 2027.

Entre as escolas beneficiadas figura a Escola Básica N° 10.260 Banco Yparaguaymi, localizada na comunidade pesqueira de Banco'i, uma ilha de difícil acesso no distrito de Arroyos e Esteros, cercada pelos rios Yparaguaymi, Manduvirá e Paraguai. Lá, contudo, os alimentos não chegam sem custo para as famílias.

Segundo relato do professor Cirilo Mazacotte, os pais devem reunir dinheiro semanalmente para cobrir o transporte dos produtos desde um ponto de descarga até a instituição.

"Para que chegue Hambre Cero, os pais colocam G. 10.000 semanais para que o frete possa descer até o porto de uma escola que fica aqui a 30 quilômetros, em Zorrasquín. De lá vem 30 quilômetros até aqui e aí se paga também o combustível, e com isso semanalmente sabem que 10 mil têm que colocar. Às vezes alguns pais não colocam porque aqui às vezes nem cinco mil não têm no bolso", explicou.

A situação contrasta com as condições estabelecidas no Contrato N° 33/2025, assinado pelo governador Denis Lichi e a empresa adjudicada. O documento aponta que os bens devem ser entregues diretamente nas instituições educativas, conforme o cronograma de distribuição, e recebidos pelo diretor ou por uma pessoa autorizada. "Nunca ninguém comentou nada", garantiu Lichi.

OBRIGAÇÃO. Consultado sobre a contribuição que realizam as famílias, Lichi afirmou que desconhecia a situação. "Duas, três vezes que estive por lá, eu pessoalmente pelo assunto de Hambre Cero e minha equipe esteve duas, e nunca ninguém comentou nada", afirmou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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