339 maquiladoras operam no país, e a maioria com capital brasileiro
Jorge Bunchicoff, presidente da entidade, indicou ao jornal Última Hora que a maioria dos investimentos provém do Brasil, que representa aproximadamente 70% do capital das maquiladoras instaladas. Seguem investimentos da Argentina, Uruguai, Estados Unidos, e em menor medida, grupos europeus e asiáticos.
Quanto aos ramos, o presidente sinalizou que o setor se encontra "bastante diversificado". Os segmentos com maior atividade são autopartes, têxtil e confecção; alumínio, plásticos, alimentos, serviços tecnológicos e o setor químico-farmacêutico. O têxtil, em particular, destaca-se pelo volume de emprego que gera.
Bunchicoff também se referiu à presença de marcas internacionais como Lacoste, Puma e Lupo, que segundo indicou produzem no país há anos. Além disso, o presidente mencionou outras empresas que também fabricam no Paraguai: "Lunender, Lunelli, Lez a Lez, Herança, Kosiuko, Good American, Jasmim Chebar, Ricardo Almeida, Aramis, María Cher, Prüne, Brookfield, Awake, Dala e Mersea".
No caso da Zara, esclareceu que a empresa vende seus produtos no Paraguai, embora até o momento não exista confirmação oficial sobre produção local. "A chegada de marcas internacionais foi muito importante para o crescimento e a profissionalização da maquila no Paraguai. Este tipo de empresas elevam os padrões de qualidade, processos e cumprimento", afirmou.
Entre os fatores que, em sua opinião, explicam o interesse de empresas estrangeiras, Bunchicoff mencionou a baixa carga tributária, a disponibilidade de energia a custo reduzido, a mão de obra jovem, a estabilidade macroeconômica, os custos operacionais reduzidos e a localização geográfica dentro do Mercosul. Acrescentou que a velocidade para iniciar operações é outro elemento valorizado pelos investidores em comparação com outros países da região.
Desde a Cemap observam o futuro com otimismo. "Acreditamos que o Paraguai ainda possui muito potencial para crescer industrialmente. O desafio não é apenas crescer em quantidade, mas também em tecnologia, capacitação e valor agregado", indicou Bunchicoff.
A entidade espera um aumento de investimentos, maior geração de emprego formal e um incremento das exportações para Estados Unidos e Europa. Para o presidente, a maquila deve evoluir além de um simples regime de exportação e converter-se em "uma plataforma de desenvolvimento humano, industrial e tecnológico para o Paraguai".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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