Associação Honor e Vida pede resposta integral do Governo e reflexão do setor médico
Chamado à responsabilidade compartilhada
A Associação Honor e Vida, organização que reúne familiares de vítimas de presumida negligência médica e má praxis, emitiu um comunicado à opinião pública no qual solicita que o Governo nacional apresente respostas aos reclamos na área de saúde, ao mesmo tempo que insta os médicos sindicalizados a realizarem uma autocrítica sobre seu trabalho. A agremiação enfatiza a necessidade de priorizar a proteção dos pacientes.
"A saúde pública não pode continuar presa entre um Estado que não responde e um corporativismo que não se questiona. No meio estão os pacientes", expressa o comunicado da associação.
Demandas ao Estado
Quanto ao Governo, a associação aponta que: "Não se pode exigir excelência com salários indignos, hospitais sem insumos, medicamentos, equipamentos, nem segurança. O bom médico precisa de condições dignas para cuidar de vidas. Um médico sem ferramentas não pode fazer milagres".
Reflexão ao setor médico
A respeito do setor médico, a organização menciona: "Apoiamos o direito de reclamar melhores condições e uma remuneração justa. Mas defender a medicina também significa reconhecer e corrigir a falta de vocação, de compromisso ou de humanidade quando isso existe. O corporativismo que protege a mediocridade prejudica o bom médico e abandona o paciente".
Abordagem integral necessária
A presidenta da Associação Honor e Vida, Lucila Careaga, indicou que a problemática na saúde deve ser abordada de maneira integral, considerando tanto as deficiências estruturais quanto as situações de negligência que ocorrem frequentemente no país.
"Pedimos autocrítica e sensibilidade ao setor médico no sentido de que, se verdadeiramente o que importa é a vida das pessoas, há que se olhar os problemas de uma maneira integral. Todos os aspectos que fazem a segurança do paciente e essa garantia que esse paciente deve ter ao chegar a um hospital", apontou.
Careaga acrescentou que "o paciente morre por falta de medicamentos, por falta de equipamentos, falta de ambulância, de terapia, mas também morre muitas vezes por má atendimento e não são casos isolados. Todos os dias ocorrem casos de negligência no país, somente que essa é uma realidade que ninguém vê, nem sequer aborda essa problemática".
Normalização do erro
A presidenta da associação lamentou que a má praxis e a negligência não recebam a atenção devida no Paraguai. "Nós a partir de nossa experiência podemos afirmar que o erro humano existe, e até se normalizou nos hospitais. Por que ninguém fala desse aspecto tão importante? Muitas vezes, ainda tendo todos os recursos à mão, quem falha é o pessoal de saúde", expressou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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