Assessores de Trump temem ataque da China a Taiwan nos próximos anos após encontro com Xi
Apesar de Trump ter querido convencer de que o encontro foi um sucesso (neste sábado publicou em sua rede Truth Social quase uma dúzia de fotos com Xi em Pequim), assessores do presidente alertaram ao meio digital Axios que "Xi está tentando levar a China a uma nova posição em que diga: 'Não somos uma potência emergente. Somos seus iguais. E Taiwan é meu'".
O assunto da ilha asiática foi um dos que se tratou na reunião entre os dois governos.
Trump, em uma entrevista transmitida pela Fox News, assegurou que não está incitando Taiwan a buscar a independência da China e garantiu que não busca travar uma guerra com Pequim por esta questão.
"Não busco que ninguém se independize. E, sabe?, se supostamente devemos viajar 9.500 milhas (15.288 quilômetros) para travar uma guerra? Não busco isso", disse o mandatário.
Trump comentou que conversaram sobre Taiwan "a noite toda" e sugeriu que no momento em que ele deixar a presidência dos Estados Unidos é provável que Xi busque "se apoderar" da ilha.
"Agora, comigo, não acho que façam nada enquanto eu estiver aqui. Quando eu não estiver, acho que poderiam, para ser honesto", ressaltou o republicano.
Sobre a postura dos Estados Unidos em relação a Taiwan se pronunciou também o secretário de Estado, Marco Rubio, que afirmou que não havia mudado após o encontro de Trump com Xi.
"A política dos Estados Unidos com respeito à questão de Taiwan permanece inalterada até hoje, assim como após o encontro que mantivemos aqui", assegurou Rubio.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.