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Internacional

Díaz-Canel acusa EUA de imputar Raúl Castro para justificar ataque militar a Cuba

O presidente cubano qualificou de ação 'sem fundamento jurídico' a acusação contra o ex-líder

20/05/2026 16:45 4 min lectura 12 visualizações
Díaz-Canel acusa a EE.UU. de imputar a Raúl Castro para justificar un ataque militar a Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, qualificou de ação "sem fundamento jurídico" a imputação a Raúl Castro nesta quarta-feira em um tribunal dos Estados Unidos.

O dirigente cubano, que em 2018 herdou o poder de Castro, acusou a administração de Donald Trump de tentar justificar um ataque militar à ilha.

Raúl Castro, de 94 anos, está acusado do derrubamento de duas avionetas de exiliados cubanos em 1996, um episódio que deixou quatro mortos e abriu uma das maiores crises nas relações entre Cuba e Estados Unidos.

Castro enfrenta 4 acusações de assassinato, além de conspiração para matar cidadãos estadunidenses e destruição de aeronaves, anunciou nesta quarta-feira de Miami o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche.

"A pretensa acusação contra o General de Exército Raúl Castro Ruz, que acaba de comunicar o Governo estadunidense, só evidencia a soberba e a frustração que provoca aos representantes do império a inquebrantável firmeza da Revolução Cubana e a unidade e fortaleza moral de sua liderança", escreveu Díaz-Canel na rede social X.

Agregou que "trata-se de uma ação política, sem nenhum fundamento jurídico, que só busca engrosar o expediente que fabricam para justificar o disparate de uma agressão militar a Cuba".

Também assegurou que os EUA "mentem e manipulam os eventos em torno do derrubamento das avionetas da organização narco-terrorista Hermanos al Rescate" e alega que "não se atuou de maneira imprudente nem se violou o direito internacional".

A organização Hermanos al Rescate dedicava-se naquela época a assistir com suas avionetas a cubanos que tentavam chegar aos Estados Unidos em jangadas no estreito da Flórida, embora em ocasiões também sobrevoassem Havana para lançar panfletos, o que enfurecia o regime de Fidel Castro.

Raúl Castro era então ministro das Forças Armadas.

Em 24 de fevereiro de 1996, três avionetas Cessna C-337 de Hermanos al Rescate realizavam uma missão rotineira sobre o estreito, das quais duas foram derrubadas por caças MiG-29 cubanos, causando a morte de seus quatro ocupantes.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) concluíram que o ataque ocorreu em águas internacionais e acusaram Cuba de violar o direito internacional.

O governo cubano sempre manteve que derrubou as aeronaves dentro de seu espaço aéreo.

Díaz-Canel afirmou em sua publicação que "Cuba atuou em legítima defesa, dentro de suas águas jurisdicionais, após sucessivas e perigosas violações de nosso espaço aéreo por connotados terroristas, do qual a administração estadunidense de turno foi alertada em mais de uma dúzia de ocasiões, mas fez ouvidos moucos aos alertas e permitiu as violações".

Sobre isso, cabe dizer que a Federação de Aviação Civil (FAA) e outras autoridades estadunidenses haviam sido alertadas de possíveis represálias do regime cubano e estudavam medidas para impedir os voos de Hermanos al Rescate, segundo documentos da época.

Díaz-Canel concluiu com generosos elogios ao nonagenário dirigente que lhe cedeu a presidência em 2018 e três anos depois a liderança do Partido Comunista de Cuba (PCC, único legal).

"A altura ética e o sentido humanista de sua obra derrubam qualquer infâmia que se pretenda levantar contra o General de Exército Raúl Castro. Como chefe guerrilheiro e como estadista, ganhou o amor de seu povo, ao que se soma o respeito e a admiração de outros líderes da região e do mundo. Esses valores são...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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