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Paraguai

Arsenio Erico: Uma lenda nascida na solidariedade

08/05/2026 17:00 3 min lectura 0 visualizações
Arsenio Erico: Una leyenda nacida en la solidaridad

No início da década de 1930, o Paraguai entrou em guerra contra a Bolívia no Chaco. A maioria dos jovens em idade de serem alistados se apresentou voluntariamente para ir à contenda. Mas um dos que se apresentou ainda não tinha o requisito etário: Arsenio Erico.

Com 17 anos, era futbolista do Nacional, mas o adolescente buscava uma maneira de servir à sua pátria. Segundo algumas fontes, foi um militar de alto escalão, que o conhecia como jogador de futebol, quem o encontrou tentando se alistar em Puerto Casado e lhe disse que, se quisesse servir de alguma forma ao Paraguai, havia na verdade uma forma: integrar um combinado de futbolistas que faria uma turnê pela Argentina e Uruguai para arrecadar fundos para a Cruz Vermelha Paraguaia, que desde o início da contenda atendia aos feridos no teatro de operações do Chaco.

O impacto daquele time "arrecadador" foi imediato. A destreza física de Erico, sua capacidade de salto quase sobrenatural e sua elegância com a bola deixaram boquiabertos os espectadores rioplatenses. Durante a turnê, o selecionado paraguaio disputou cerca de 25 partidas, e a figura de Arsenio brilhou com luz própria, convertendo-se no principal atrativo dos encontros. O que começou como uma missão de assistência humanitária, terminou sendo a maior vitrine para o talento paraguaio.

A qualidade de Erico foi tão evidente que despertou uma guerra de ofertas entre os grandes clubes da Argentina. Os dirigentes do River Plate e do Independiente ficaram encantados com seu jogo. Porém, foi o clube de Avellaneda que conseguiu assegurar sua ficha. Inclusive, o River enviou um emissário a Assunção para negociar com Erico e Nacional, mas desconhecia que o jogador já havia chegado a um acordo com o elenco vermelho e estava em viagem para Buenos Aires enquanto o emissário chegava ao Paraguai.

Foram cerca de 5.000 pesos que o Independiente lhe pagou como bônus pelo contrato assinado, mas esses não ficaram no bolso do jogador: os doou integralmente à Cruz Vermelha, demonstrando mais uma vez seu compromisso patriótico em tempos de guerra.

UM GRANDE ARTISTA. A chegada à Argentina marcou um antes e um depois na história do futebol sul-americano. Erico não apenas cumpriu com o objetivo de ajudar seu país, mas no Independiente se transformou em uma lenda absoluta.

Com seu estilo plástico e seus gols impossíveis, converteu-se no máximo goleador da Liga Argentina com 295 gols (recorde que ainda compartilha ou disputa, segundo a fonte) e no ídolo máximo de figuras como Alfredo Di Stéfano. "Erico é diferente de todos, de tudo o que vi. Um jogador notável. Tudo o que englobam, sem exagerar, as cinco letras da palavra crack. Para mim, um equilibrista de circo, um artista. Perdão, um grande artista", o definiu...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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