Marco Rubio anuncia que EUA imporá mais sanções a Cuba
Ao ser questionado sobre as sanções anunciadas contra o conglomerado militar cubano Gaesa, Rubio explicou que se trata de "um holding criado por generais em Cuba que gerou bilhões de dólares em receitas, nenhuma das quais beneficia o povo cubano".
"Nem um único centavo desse dinheiro beneficia o povo cubano. Está o Governo cubano, que tem um orçamento, e depois está essa empresa privada que tem mais dinheiro que o próprio Governo. Nem um único centavo dessa empresa é destinado a construir uma única estrada, uma única ponte, nem a fornecer um único grão de arroz a um único cubano, exceto às pessoas que fazem parte da Gaesa", argumentou o secretário de Estado.
E acrescentou que se está sancionando "empresas que, basicamente, estão ficando com tudo o que gera dinheiro em Cuba e estão colocando ilegalmente nos bolsos de alguns poucos membros do regime. Então não se trata de sanções contra o povo cubano".
Sobre o ponto, reitierou que "se trata de uma sanção contra essa empresa que está roubando o povo cubano em benefício de alguns poucos".
Rubio assegurou que não falou disso durante a audiência desta quinta-feira com o papa Leão XIV, mas afirmou: "Por sinal, vamos tomar mais medidas".
Do que sim falaram, assegurou, é de ajudas a Cuba e que comunicou a Leão XIV que os Estados Unidos forneceram "USD 6 milhões em ajuda humanitária, distribuída pela Cáritas, a agência da Igreja Católica".
"Estamos dispostos a fazer mais. De fato, oferecemos ao regime USD 100 milhões em ajuda humanitária. Infelizmente, até agora não aceitaram distribuir para ajudar o povo de Cuba. Pensamos em ajuda para o furacão, mas é o regime que não aceita. É o regime que se interpõe no caminho", apontou.
Os Estados Unidos "quer ajudar a Cuba, que está sofrendo por causa desse regime incompetente que destruiu o país e a economia", insistiu o secretário de Estado.
Em um comunicado emitido na quinta-feira, Rubio, de ascendência cubana, explicou que as sanções a Gaesa "estão incluídas no endurecimento das sanções contra a ilha ordenado por Trump no passado 1º de maio".
Trump assinou no passado dia 1º uma nova ordem executiva para estender a cobertura das sanções contra Cuba até abarcar quase qualquer pessoa ou empresa não estadunidense que tenha relações comerciais com a ilha, especialmente nos setores de energia, defesa, segurança e finanças.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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