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Economia

Argentina: indústria frigorífica alerta pela falta de gado e reclama medidas para recuperar competitividade

18/06/2026 03:45 3 min lectura 260 visualizações
Argentina: la industria frigorífica alerta por la falta de hacienda y reclama medidas para recuperar competitividad

A indústria frigorífica argentina atravessa um dos momentos mais complexos dos últimos anos. A menor oferta de gado para abate, a queda da atividade industrial e a necessidade de gerar condições que permitam aumentar a produção de carne foram alguns dos principais pleitos realizados ao governo nacional durante as últimas semanas.

Daniel Pepa, responsável de Valor Agro Argentina, apontou que existe uma crescente preocupação no setor industrial ante a redução da disponibilidade de gado e o impacto que isso tem sobre a atividade dos frigoríficos.

"Os frigoríficos na Argentina estão atravessando o nível de atividade mais baixo em uma década. Isso tem a ver fundamentalmente com a menor oferta de gado e a queda do abate", indicou.

Embora durante o último mês tenha se registrado uma recuperação moderada da atividade, com um aumento próximo a 4% segundo dados do Consórcio ABC, a comparação interanual continua refletindo um cenário de retração.

De acordo com Pepa, durante maio de 2026 foram abatidas 127.600 cabeças a menos que no mesmo mês do ano passado, um número que reflete a magnitude do desafio que enfrenta a cadeia carnífera argentina. "É um número que preocupa muito", sustentou o jornalista especializado, que acrescentou que a principal inquietação da indústria passa hoje pela disponibilidade de matéria-prima.

A situação foi apresentada recentemente ao ministro da Economia, Luis Caputo, durante uma reunião mantida com representantes do Consórcio ABC, entidade que congrega os principais frigoríficos exportadores do país.

Além das dificuldades produtivas, a indústria encontra certo alívio na correção que experimentou o preço do novilho de exportação. Após alcançar valores próximos a US$ 6,20 por quilo, atualmente se situa em torno a US$ 5,74 por quilo carcaça. "Argentina chegou a ter um novilho mais caro que a Austrália. Agora se colocou um pouco mais acessível e isso pode ser um incentivo para alguns frigoríficos", explicou Pepa.

Apesar deste cenário, as perspectivas exportadoras continuam sendo positivas. O setor projeta embarques próximos aos US$ 5.000 milhões durante 2026 e trabalha junto ao governo em uma estratégia que permita duplicar essa faturação durante os próximos anos.

A mudança de paradigma também aparece como um dos fatores estruturais do negócio. Historicamente orientada ao consumo doméstico, a cadeia carnífera argentina observa uma crescente relevância das exportações, impulsionadas principalmente pela demanda da China e Estados Unidos.

"China continua sendo a grande salvadora da Argentina", afirmou Pepa, destacando além disso o potencial que representa o mercado europeu através da cota Hilton, onde Argentina conta com um qupo próximo a 30.000 toneladas e vantagens tarifárias que fortalecem a posição competitiva do país.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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