Argentina: Atendimento à saúde será cobrado de não residentes
Os estrangeiros não residentes na Argentina começarão a pagar pela atención médica não urgente nos hospitais públicos nacionais, anunciou nesta terça-feira o Governo do presidente Javier Milei, que diz combater o "turismo de saúde".
Por meio de uma resolução publicada no Boletim Oficial, o Governo argentino implementou um decreto de 2025 que modificou a Lei de Migrações, cuja única exceção são os casos de risco de vida.
Atendimento gratuito. "O atendimento de emergência não será cobrado nem deverá ser atrasado com procedimentos burocráticos ou administrativos", esclareceu nesta terça-feira em uma coletiva de imprensa o porta-voz presidencial, Adrián Ravier.
Serão socorridos sem demora aqueles que apresentarem infartos, acidentes cerebrovasculares, traumatismos graves, queimaduras extensas, emergências obstétricas, pediátricas ou neonatais, entre outros, detalhou em um comunicado o Ministério da Saúde.
Em contrapartida, aqueles estrangeiros que não comprovarem sua residência permanente e requererem um tratamento sem urgência deverão contar com um seguro médico ou saldar o total das prestações antes de consultar o médico.
O decreto também estabeleceu requisitos mais rigorosos para obter a residência e a cidadania e instrumentalizou expulsões mais rápidas para quem cometer delitos.
Além disso, habilitou as universidades nacionais a cobrar pelo serviço educacional a estudantes não residentes.
Na Argentina, o atendimento médico e a educação são gratuitos dentro do sistema público.
Contra os tours sanitários. Durante sua coletiva, Ravier disse que a medida ataca os "tours sanitários, onde há pessoas que vêm ao país, se atendem em um hospital público e voltam para seu lugar de origem".
O porta-voz presidencial não forneceu detalhes nem cifras sobre esse tipo de casos.
Como país federal, o poder executivo nacional pode decidir apenas sobre os hospitais sob sua responsabilidade, enquanto as províncias têm autonomia para adotar sua própria normativa.
Algumas províncias com fronteiras internacionais, como Jujuy, Salta, Santa Cruz ou Mendoza, já cobram determinadas prestações de estrangeiros não residentes.
A oposição política objeta a medida contra a gratuidade do atendimento, ao assegurar que não tem fundamentação legal.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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