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Internacional

Arábia Saudita reporta destruição de drone dirigido para Meca

Coalizão militar liderada pelos sauditas afirma ter interceptado ataque hutista; grupo iemenita nega operação

16/09/2026 08:00 4 min lectura 311 visualizações

Relatório da defesa aérea saudita

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita informou nesta quarta-feira ter destruído um drone lançado em direção à cidade sagrada de Meca pelos hutistas do Iêmen, um grupo respaldado pelo Irã que desmentiu o ataque. Após anos de relativa calma, o Iêmen se viu envolvido em julho no conflito regional, desencadeado no final de fevereiro por uma ofensiva estadounidense e israelita contra o Irã.

Os hutistas, enfrentados ao governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita, tomaram a semana passada o controle da costa iemenita que margeia o Mar Vermelho, fortalecendo seu controle sobre o estratégico estreito de Bab el Mandeb. A defesa aérea saudita destruiu na terça-feira um drone hostil lançado pela milícia hutista antes que ingressasse no espaço aéreo restrito da capital sagrada do Islã.

Reações internacionais

As autoridades sauditas enfatizaram que a segurança das duas mesquitas sagradas e de seus visitantes constitui uma linha vermelha. A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) condenou os fatos, qualificando-os como ataques que afetam a santidade dos locais sagrados.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, expressou sua condenação ao incidente. As autoridades sauditas ativaram na terça-feira pela manhã um alerta aéreo para Meca, o primeiro desse tipo nesse destino religioso que a cada ano recebe milhões de peregrinos.

A embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita recomendou na quarta-feira a seus cidadãos reconsiderar qualquer viagem ao país e evitar se aproximar da fronteira com o Iêmen.

Negação dos hutistas

Os hutistas, que desde o início de setembro intensificaram operações contra a Arábia Saudita, negaram ter atacado a cidade sagrada, qualificando o relatório como uma afirmação falsa, segundo declarou um de seus líderes, Hazm al Asad, através de redes sociais.

Impacto nos mercados energéticos

Os últimos acontecimentos influenciaram os preços do petróleo em nível mundial. O Brent, referência internacional do óleo bruto, cotizava-se na quarta-feira a 108,5 dólares por barril nas primeiras operações asiáticas, mantendo-se aproximadamente 80% acima do nível anterior ao início da guerra em fevereiro.

Situação no estreito de Bab el Mandeb

O príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salmán, e o presidente egípcio, Abdel Fatah al Sisi, chamaram na terça-feira do Cairo a garantir a liberdade e a segurança da navegação marítima no estreito de Bab el Mandeb.

Essa passagem, que conecta a Europa com a Ásia através do Mar Vermelho e do canal de Suez, reveste-se de importância estratégica para a Arábia Saudita, o principal exportador mundial de óleo bruto, especialmente desde que o Irã bloqueou o estreito de Ormuz, do outro lado da península arábica. O Ministério de Relações Exteriores do Catar advertiu que seu fechamento teria consequências significativas para a economia global.

Por sua parte, os hutistas sustentam que não existe ameaça para a navegação nesse estreito, exceto para os navios sauditas.

Escalada de operações

Os hutistas afirmaram na quarta-feira ter derrubado um avião de combate saudita e acusaram o país de ter realizado 450 ataques aéreos contra o Iêmen durante a semana. A Arábia Saudita também reportou a interrupção de seu oleoduto Leste-Oeste, que permite evitar o estreito de Ormuz, após ataques com drones procedentes do Iraque, segundo as autoridades.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, pelo menos 100 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen desde que se retomaram os combates no início de setembro entre os hutistas e as forças pró-governamentais.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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