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Paraguai

Antonio Cubilla conta seus passos para se tornar um dos melhores pesquisadores

26/07/2026 17:00 4 min lectura 6 visualizações

Sou o maior de seis irmãos, ficamos cinco agora, Maria Elina já faleceu, mas continuamos Luis Enrique, Maria Yolanda, Carlos Manuel e Agustín.

Realizei meus estudos primários na Escola Normal e os secundários no Colégio San José de Asunción. Depois ingressei na Faculdade de Medicina, onde me graduei em 1969.

Casei em primeiras núpcias com Victoria López e tive quatro maravilhosos filhos com ela: Vivian, Antonio, José Eduardo e Alberto.

Meu pai influenciou muito em mim, era um homem muito inteligente e se deu conta de que eu tinha essa curiosidade por saber como funcionavam as coisas e encontrar os padrões de relacionamento, assim que comecei desde criança a colecionar coisas. Primeiro bolinhas, depois selos, moedas, etc.

Em retrospectiva, o colégio também influenciou muito em mim, sobretudo nessa época entre os 14 e 18 anos, quando começava o despertar e as inquietações para a literatura. Esse mundo que te conduz ao pensamento de intelectuais que formam intelectuais e aqui me influenciou muito o padre Alonso de Las Heras, grande sacerdote betarramita.

Também tive um mentor literário, que foi Roque Vallejos. Roque foi meu mentor literário durante todos esses anos. Era uma pessoa tremendamente instruída, com uma mente prodigiosa, uma brilhantez, um espírito crítico, um espírito criativo. Foi um modelo.

Quando cheguei à universidade tive vários mentores entre eles: Pedro Aníbal Rolón, uma eminência da patologia. Juan Carlos Franco e é claro Manuel Riveros, grande oncologista.

Entre os autores que me marcaram na juventude a nível de pensamento crítico poderia citar a Karl Popper, Alfred Whitehead, Claude Bernard, Darwin. Eram, digamos, biólogos que refletiam em profundidade sobre a ciência da vida.

Em segundas núpcias, contrair há 35 anos matrimônio com dona Maria Paz Peña e com ela considero seus dois filhos também como meus, Juan Pablo e Regina.

Como médico me dediquei à patologia devido à extraordinária influência de meus mentores e isso me permitiu desenvolver estudos de pós-graduação nos EUA e Europa. Nos EUA fui parte da Universidade de Cornell por meio de seu prestigioso Memorial Hospital, assim como da Sociedade Latino-Americana de Patologia. Foram dez anos bastante intensos, admito sacrifiquei bastantes horas de vida familiar para me conectar com o profissional.

A disciplina da patologia me atraiu porque vi que não era só observação, mas reflexão e aprofundamento da observação.

Ao final me dei conta de que disso trata a ciência: De refletir em profundidade sobre o que se observa e gerar novas ideias, novos modelos. Interpretar.

O conceito de processo também aprendi aí.

Estava o livro de Whitehead que se chamava Processo e realidade (Process and Reality). É um livro difícil, mas fundamental. E a medicina trata disso: Não se pode vê-la como um momento isolado, mas como um processo que tem um começo e um fim, um desenvolvimento e um final que, geralmente, é a morte.

No caso do câncer, como objeto de estudo, fui atraído fortemente para essa área pelo professor Manuel Riveros, a quem também considero um mentor clínico.

Ele era cirurgião, de renome internacional.

Em minha vida dei uma única aula sobre método de investigação.

Recomendei livros, sim, mas nunca dei uma aula, porque não acredito que essa seja a maneira de aprender a investigar. Se aprende com o exemplo: fazendo, com dois ou três alunos que veem como se trabalha e por sua vez vão aprendendo. Calculo que em uns cinco a sete anos conseguem voar sozinhos, alcançar a independência na atividade científica.

O que significa isso? Duas coisas: Poder escrever um artigo e, o mais importante, poder gerar uma ideia original, que não seja a ideia do mentor. Geralmente os alunos trabalham sobre as ideias de seus mentores durante muito tempo até que os mais lúcidos conseguem...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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