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Educação

América Latina terá 38 milhões de estudantes a menos nas salas de aula em 2050, diz Unesco

29/07/2026 22:45 2 min lectura 9 visualizações

Em estudo divulgado em conjunto com a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), os organismos das Nações Unidas explicaram que a diminuição da população estudantil modificará a demanda de docentes, as necessidades de infraestrutura e a distribuição dos recursos educativos.

A região atravessa há décadas uma acelerada transição demográfica: desde 1950, a fecundidade regional diminuiu de 5,8 para 1,8 filhos por mulher e as maiores reduções do número de nascimentos nos últimos anos se registraram na Argentina, Costa Rica, Chile e Uruguai, segundo os organismos das Nações Unidas.

"Estamos diante de uma mudança estrutural que avançará em distintas velocidades, mas que terminará afetando todos os países. Antecipar suas consequências permitirá tomar melhores decisões públicas", apontou em comunicado Simone Cecchini, diretor do Centro Latino-americano e Caribenho de Demografia (CELADE) - Divisão de População da Cepal.

Seus efeitos, conforme indicou o informe, aparecerão primeiro nos níveis que atendem as crianças mais pequenas, e se deslocarão posteriormente para a educação primária e secundária.

Nesse sentido, os organismos das Nações Unidas concluíram que a diminuição da matrícula "poderia liberar recursos úteis para avançar em qualidade, equidade e inclusão, embora será necessário incrementar o investimento público para alcançar as metas educativas".

Na pesquisa estima-se que poderiam liberar-se aproximadamente 30% dos recursos financeiros utilizados atualmente em cada nível educativo, assumindo que o gasto por estudante se mantenha constante.

A simulação realizada no estudo considerou Argentina, Costa Rica e Uruguai para dimensionar a velocidade do processo e determinou que, mantendo-se os níveis de cobertura atuais, o tamanho dos sistemas educativos destes países em 2050 poderia diminuir até em 40%.

A Unesco indicou que "as oportunidades de melhoria não se concretarão automaticamente", pelo que a antecipação permite orientar o planejamento do investimento educativo e lembraram as lacunas educativas existentes na região.

"Apenas 72% da população em idade de assistir à educação pré-primária está escolarizada e aproximadamente 41% não conclui o ensino secundário", detalharam.

A recomendação do organismo é integrar dados de nascimentos, matrícula, migração e localização geográfica para reorganizar a oferta educativa ou redistribuir recursos nos lugares onde será necessário.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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