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Saúde

Alzheimer: a ciência avança no diagnóstico precoce com uso de escâner e análise de sangue

28/05/2026 22:45 3 min lectura 99 visualizações
Alzhéimer: La ciencia avanza en el diagnóstico precoz con uso de escáner y análisis de sangre

Os dois estudos são publicados pela The Lancet e o primeiro analisa o uso de um tipo de escâner cerebral para detectar os biomarcadores da doença antes do método padrão atual.

Esta pesquisa, liderada pela Universidade de Pittsburgh (EUA), conta com a participação do Hospital de la Santa Creu i Sant Pau e da Fundação Catalã Síndrome de Down, bem como do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede (Ciberned), todas estas entidades espanholas.

O teste permite detectar os emaranhados de proteína tau (um biomarcador chave do Alzheimer) no dobro de pessoas e com maior antecedência do que o método atual utilizado nos Estados Unidos e Europa, sugere o estudo.

O Alzheimer se define como uma doença que começa com a acumulação de placas de proteína beta-amiloide e emaranhados de proteína tau fosforilada no cérebro.

A pesquisa comparou a capacidade de dois marcadores (compostos que se unem às proteínas e se iluminam nas explorações cerebrais) para detectar os emaranhados de proteína tau.

A equipe comparou com um PET a eficácia de dois rastreadores da proteína tau: o padrão Flortaucipir e o MK6240, que é mais novo e é usado principalmente em ensaios clínicos.

No estudo, com a participação de 862 pessoas, o MK6240 detectou positividade para tau com maior frequência do que o Flortaucipir, em pacientes com e sem declínio cognitivo.

"Se conseguirmos detectar a proteína tau em uma fase mais inicial e classificá-la com maior precisão, poderemos tomar melhores decisões sobre quem realmente se encontra em uma trajetória em direção ao Alzheimer", explicou Tharick Pascoal, signatário do artigo, em um comunicado da Universidade de Pittsburgh.

Embora muitas pessoas que apresentam no cérebro sinais da patologia amiloide não desenvolvam demência associada a essa doença, sua presença junto aos emaranhados de tau parece criar um ambiente propício para que ocorram mudanças patológicas posteriores, acrescenta a nota.

O segundo estudo aponta que uma análise de sangue pode detectar sinais de acumulação de proteínas associadas ao Alzheimer no cérebro de adultos de meia-idade que não possuem demência.

Além disso, assinala que níveis mais elevados desses biomarcadores, que medem a proteína tau e as placas amiloides, se associam com um pior desempenho cognitivo e um declínio acelerado nesses adultos.

Dirigida pela Universidade da Califórnia em San Francisco (EUA), a pesquisa revelou que 6% dos 1.350 participantes, entre 53 e 69 anos, apresentava um nível elevado de amiloide e tau no sangue.

No início do estudo, os participantes com níveis elevados de biomarcadores apresentavam velocidades de processamento mais baixas (a capacidade de responder rapidamente a informações em mudança, como uma conversa) e uma menor função executiva, que implica planejar, organizar e manter o rumo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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