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Economia

Alexandre Martins: "O desafio já não é ter mais vacas, mas produzir mais com as que temos"

20/07/2026 03:45 3 min lectura 21 visualizações

A pecuária paraguaia atravessa um cenário favorável, impulsionado por uma demanda sustentada de carne, melhores perspectivas climáticas e um contexto que volta a incentivar os investimentos produtivos.

Porém, para Alexandre Martins, diretor da Innovación SRL, o verdadeiro desafio passa por aumentar a eficiência dos sistemas antes que por incrementar o tamanho dos rebanhos.

Durante sua participação na Expo Paraguai 2026, o executivo sustentou que o produtor hoje necessita analisar com maior precisão cada decisão de investimento e aproveitar as ferramentas disponíveis para obter melhores resultados produtivos.

"Temos que tentar ao máximo produzir mais com a quantidade de animais que já temos. Não podemos pensar somente em aumentar o número de vacas; devemos fazer mais eficiente o sistema", afirmou.

Martins recordou que, após vários anos marcados pela seca e um contexto de menor rentabilidade, o setor começa a encontrar um cenário mais estável, favorecido por melhores condições forrageiras e um mercado internacional que continua demandando proteína animal.

"Tudo indica que teremos um ano com boa disponibilidade de pastagens e isso ajuda muito. Também vemos um mercado do gordo estável e uma reposição que começa a encontrar um ponto de equilíbrio", sinalizou.

Nesse contexto, considerou que o assessoramento técnico adquire um papel cada vez mais importante para acompanhar o produtor na tomada de decisões.

"Nosso trabalho como fornecedores é estar junto ao produtor, fazer os cálculos e analisar quais investimentos são os mais adequados para cada estabelecimento. Cada sistema tem uma realidade diferente e necessita soluções específicas", explicou.

O Diretor da Innovación ressaltou que a eficiência não depende de uma única ferramenta, mas da combinação de genética, nutrição, manejo e sanidade.

"Temos excelente genética, boa nutrição e cada vez mais tecnologias disponíveis. O importante é integrar todas essas ferramentas para produzir mais quilos e mais terneiros por hectare", sustentou.

Quanto às perspectivas do negócio, Martins mostrou-se otimista para o segundo semestre do ano e também para 2027.

A seu ver, a crescente demanda mundial de proteína continuará sustentando os valores da carne e oferecerá oportunidades para quem planejar corretamente seus investimentos.

"A busca de proteína é uma tendência mundial que não vai parar. Os mercados podem mudar, mas a demanda continua crescendo. Por isso há que seguir investindo, fazer bem as contas e continuar trabalhando", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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