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Paraguai

Alertam que negligência municipal levou ao atropelamento de estudante

Grave acidente com adolescente de 14 anos reacende debate sobre segurança nas zonas escolares de Assunção

29/08/2026 13:45 2 min lectura 11 visualizações

O grave atropelamento registrado na segunda-feira passada sobre a avenida Santíssimo Sacramento esquina Tenente Araújo Miño, que deixou em estado delicado um estudante de 14 anos, desencadeou a indignação da comunidade educativa e de autoridades locais.

Fiorella Forestieri, concejala de Assunção, denunciou que o trágico acidente poderia ter sido evitado e apontou para a inação do executivo municipal diante dos reiterados alertas apresentados por pais e pela própria Junta Municipal de Assunção.

Segundo a vereadora, que forneceu dados para a Rádio Monumental 1080 AM, em fevereiro de 2026 apresentou uma moção, aprovada pela Junta Municipal, na qual detalha o alto risco para os pedestres.

O documento estava respaldado por reclamações prévias de mais de duzentos pais de alunos do Colégio Técnico Javier. Mas as denúncias ficaram em nada.

"Já havia apresentado, justamente advertindo que em 2025 já havia ocorrido um acidente na zona; nesse caso, foi uma aluna, não da gravidade do atual; entretanto, se fez caso omisso a esse pedido", mencionou.

"A data exata da moção é 27 de fevereiro de 2026. Verificou-se que as ruas de acesso e circulação da zona apresentam buracos, o trânsito veicular gera situações de risco, especialmente nos horários de entrada e saída de estudantes. Além disso, observa-se a falta adequada de pintura, sinalização horizontal, particularmente a ausência ou o desgaste dos cruzamentos de pedestres, comumente denominados faixas de pedestres, o que afeta a segurança das crianças e demais transeuntes que transitam diariamente pelo local", mencionou Forestieri.

A concejala questionou que, em resposta aos pedidos de reparo dos semáforos, a Prefeitura justificou sua inação sinalizando que o reparo correspondia ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC).

Também pontou que a faixa de pedestres está "totalmente desbotada", além de haver uma placa que não é muito visível.

Forestieri sinalizou que a falta de resposta rápida reflete uma "cadeia de irresponsabilidades e negligência burocrática", que expõe diariamente a situações perigosas centenas de estudantes nas zonas escolares da capital.

Negligência. "Não foi um acidente, foi por negligência", lamentou o pai do rapaz atropelado, quem exige redutores de velocidade.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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