Ala dura do Irã "sabotou" acordo de paz de Teerã com Trump, segundo New York Times
Uma facção radical do Irã atacou em 7 de julho um navio com bandeira do Catar no estrecho de Ormuz sem o conhecimento do presidente do Irã, Masud Pezeshkian, nem de Ahmad Vahidi, comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), segundo indicaram funcionários iranianos ao meio de comunicação dos EUA.
O relatório, baseado em fontes anônimas, sustenta que grande parte da "liderança do país ignorava que uma facção de linha dura havia decidido agir por conta própria", o que contribuiu para derrotar as negociações com a administração Trump, que reimpos o bloqueio naval ao Irã em 14 de julho após as agressões.
"Esses esforços clandestinos descarrilaram o impulso dos pragmáticos mais moderados no Irã para conseguir o fim das hostilidades com os Estados Unidos e recuperar a abalada economia de sua nação", assinalou a reportagem, com base em testemunhos anônimos de cinco funcionários iranianos e dois membros da CGRI.
O jornal afirmou que os radicais tiveram sucesso, em parte, porque o novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Jameneí, a única figura com autoridade para resolver tais disputas, não comparecia em público desde março.
O relatório transcende enquanto o presidente Trump afirmou neste domingo que os Estados Unidos "sairão" do Irã "a menos que" Washington decida "ficar com o petróleo", embora no sábado tenha afirmado que a guerra terminará após as eleições legislativas de 3 de novembro, em novembro próximo.
A fase atual do bloqueio dos Estados Unidos ao Irã começou em 14 de julho por ordem de Trump, que deu por encerrado o acordo marco do cessar-fogo com a República Islâmica que ele assinou em 17 de junho diante dos persistentes ataques de Teerã aos navios que navegam por Ormuz.
Além disso, EUA e Irã retomaram seus ataques cruzados no dia 30 de agosto, razão pela qual o preço do petróleo intermediário do Texas (WTI) fechou a semana passada em 100,5 dólares por barril, pois pelo estrecho de Ormuz passava 20% do petróleo mundial antes da guerra, que começou em fevereiro.
Segundo meios iranianos, Omã e Irã anunciarão nesta segunda-feira um novo acordo sobre o estrecho em uma reunião com Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Iraque.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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