Aftosa: a ARP coloca em debate o futuro sanitário do Paraguai com Sergio Duffy
A discussão sobre o futuro da estratégia sanitária contra a febre aftosa terá um de seus capítulos mais importantes durante a Expo Paraguay 2026. Em momentos em que o Paraguai analisa os próximos passos de seu programa de vacinação e o caminho para preservar seu reconhecimento internacional, a Associação Rural do Paraguai (ARP) convocou um conversatório de alto nível com um dos maiores referentes mundiais em sanidade animal.
No próximo 13 de julho, às 14:00 horas, no Centro de Convenções da ARP, o consultor internacional Dr. Sergio Duffy encabeçará a conferência "Febre aftosa: o desafio de manter o status sanitário e reduzir o risco de reintrodução da doença", uma exposição que promete aportar fundamentos técnicos a um debate que hoje ocupa o setor público e privado.
Ex-membro da Comissão Científica e do Grupo Ad Hoc de Febre Aftosa da Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA) e atual assessor técnico sênior do Centro para a Sanidade Animal e Segurança Alimentar (CAHFS) da Universidade de Minnesota, Duffy é considerado uma das vozes mais autorizadas a nível internacional em matéria de avaliação de risco e programas de controle da doença.
A presença do especialista adquire especial relevância depois que o Paraguai iniciou uma discussão sobre a possibilidade de modificar sua estratégia de vacinação, um processo que gerou diferentes posições dentro da cadeia pecuária.
Precisamente, semanas atrás, durante o 15.º Congresso de Fundações e Entes Sanitários realizado em Gualeguaychú, Argentina, Duffy deixou conceitos que hoje cobram plena vigência para o cenário paraguaio.
Naquela oportunidade alertou que, embora a América do Sul atravesse um dos melhores momentos sanitários de sua história, o vírus da febre aftosa continua circulando em distintas regiões do mundo.
"O desafio é duplo: evitar que a aftosa ingresse e, ao mesmo tempo, estar preparados para responder rápida e eficazmente se algum dia voltar a aparecer", afirmou o especialista.
Uma das principais mensagens que Duffy vem transmitindo é que o debate não deve se centrar exclusivamente em manter ou suspender a vacinação.
Durante sua conferência na Argentina explicou que a vacina constitui uma ferramenta muito importante para reduzir o risco de infecção, mas recordou que a verdadeira fortaleza sanitária de países como o Paraguai radica em impedir o ingresso do vírus mediante controles fronteiriços, vigilância epidemiológica, sistemas de detecção precoce e planos de contingência sólidos.
Também sustentou que qualquer decisão sobre uma eventual mudança de estratégia deve apoiar-se em evidência científica, análise de risco e um consenso entre o setor oficial e o privado, considerando a situação epidemiológica regional, a capacidade dos serviços veterinários e o impacto econômico que poderia gerar uma eventual reintrodução da doença.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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