Advogado de Hugo Javier disse que foi agredido, depois se retratou
Defensor recua em declarações sobre brutalmente golpes no ex-governador ao admitir que cliente apresenta delírios
Hugo Javier González não caiu em sua cela no passado 6 de setembro, mas foi brutalmente agredido com luvas de boxe, declarou ontem seu advogado Guillermo Gayoso à Megacadena, no programa de Palo Rubín; mais ainda, teve que pagar 35.000 guaraníes para que não o matassem. Disse que isso lhe havia revelado familiares do ex-governador e ele mesmo o havia corroborado com Hugo Javier, perguntando-lhe: "Se você tem medo, aperte minha mão", e este lhe apertou a mão.
Entretanto, no decorrer da noite, Gayoso se retratou de suas afirmações em outra entrevista com NPY, onde declarou que seu cliente, que se encontra acamado em uma cama de terapia intensiva do Hospital Nacional de Itauguá, "vê fantasmas".
"É falsa a informação, porque talvez eu me tenha expressado mal ou entendido mal; a verdade das coisas, as que estou lhe manifestando não podemos dar por certas, as coisas que ele diz", expressou o advogado.
"Inclusive – acrescentou Gayoso, trazendo à tona um fato pontual –, me comentaram que há uma pessoa ao lado conversando com ele ou tentando animá-lo, e ele fala e pergunta: e essa outra pessoa quem é? Quem está atrás?, e não há ninguém atrás".
Considerou essa como a situação real de Hugo Javier que, ainda que seja verdade o manifestado que "foi dito por Huguito", esclareceu que não corresponde à verdade, não se ajusta à realidade, "porque são situações delirantes".
"Pode falar com dificuldade, mas pode falar; entretanto, fala de situações delirantes, vê fantasmas; à noite muitas vezes precisam lhe dar sedantes, porque tem medo".
"Os familiares me comentaram que o golpearam com uma luva de boxe, que o golpearam muito, que teve que pagar para que não o matassem", havia dito na primeira entrevista.
Mas depois voltaram a conversar com ele e lhe esclareceram que não era real o descrito.
Hipótese
Isso ocorre justamente depois que o Ministério Público tenha divulgado um informe detalhando elementos que sustentam a hipótese de que o ex-governador sofreu uma queda, descartando assim a agressão externa.
O trabalho do Ministério Público se centra em definir se o que aconteceu com Hugo Javier foi produto de uma agressão ou uma queda acidental dentro do banheiro de sua cela, onde cumpre uma condenação de dez anos por lesão de confiança.
Os promotores Sonia Sanguinés e Luis Chamorro tomaram depoimento tanto de agentes penitenciários e internos que compartilham o pavilhão com o ex-governador, como também de médicos.
Continuarão sendo recolhidos os informes do Hospital Nacional de Itauguá, onde Hugo Javier permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Apesar das múltiplas lesões que sofreu o ex-governador, a Promotoria mantém sua hipótese de uma queda. Apoiam-se na declaração de Luis Giménez, companheiro de cela de Hugo Javier, e afirmam que "resulta coerente com a hipótese da queda e coincide em aspectos relevantes com as declarações" de guardas, enfermeiros, paramédicos e demais pessoas que prestaram auxílio.
Também, que as câmeras mostram que aproximadamente desde as 16h00 até o momento em que se solicita auxílio, Hugo Javier e Giménez permaneceram sozinhos na cela, sem que se observe a entrada ou saída de terceiras pessoas.
Segundo a Promotoria, além disso está que González tinha um quadro médico prévio, com febre e dor de ouvido e posteriormente foi confirmada uma meningite em Itauguá. A isso há que somar também convulsões.
Hugo Javier e suas visitas declararão perante a Promotoria
O Ministério Público já tem em suas mãos o informe final sobre a análise das imagens do circuito fechado da Unidade Penitenciária Industrial Esperanza (UPIE), onde estava recluso o ex-governador de Central, Hugo Javier González, que continua em terapia intensiva no Hospital Nacional de Itauguá, para onde a Promotoria solicitou novos informes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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