Acabou a trégua: EUA e Irã retomam guerra no Oriente Médio
Estados Unidos lançou novos ataques contra o Irã na quarta-feira, após a promessa do presidente Donald Trump de "golpear duro" a República Islâmica. Embora Trump tenha ordenado a retaliação contra Teerã pelos ataques a navios no Estreito de Ormuz, também disse que espera que a nova onda de bombardeios termine em breve e deixou a porta aberta para novas conversações.
As forças estadounidenses "começaram a realizar ataques adicionais contra o Irã para reduzir ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", apontou o Comando Central dos Estados Unidos no X.
ATAQUES A NAVIOS. Washington "responsabiliza o Irã pela recente agressão injustificada contra o transporte comercial", indicou.
A agência de notícias iraniana IRNA informou que foram ouvidas explosões nas cidades portuárias de Bandar Abás, Konarak e Chabahar.
"Isto é em retaliação pelo bombardeio de navios ontem por parte do Irã. Se isso ocorrer novamente, será muito pior", escreveu Trump em redes sociais acompanhado de uma imagem de um aparente bombardeio em um local iraniano.
O Estreito de Ormuz permanece como um ponto crítico no conflito do Oriente Médio, que começou no final de fevereiro com ataques estadounidenses e israelenses que mataram Alí Khamenei, líder supremo do Irã.
O CONTROLE DE ORMUZ. Teerã deseja controlar o Estreito de Ormuz mediante a cobrança de taxas e advertiu que atacará navios que não respeitarem os corredores autorizados.
Desde junho, a República Islâmica está em negociações com Washington para encontrar uma solução duradoura ao conflicto.
Os bombardeios atribuídos ao Irã contra pelo menos três embarcações nos últimos dias desencadearam uma ofensiva estadounidense contra objetivos iranianos na terça-feira. Teerã respondeu atacando países do Golfo, aliados de Washington.
"Por enquanto, acabou", declarou Trump na quarta-feira durante a cúpula da OTAN na Turquia, quando questionado sobre se a trégua com o Irã continuava em pé.
Trump também advertiu: "Esta noite vamos golpear duro". Posteriormente afirmou que esperava que os enfrentamentos terminassem rapidamente.
O Irã informou que seu ministro de Relações Exteriores, Abás Araqchi, e o primeiro-ministro do Catar conversaram por telefone na quarta-feira e "ressaltaram a importância de usar meios diplomáticos para resolver problemas regionais".
A agência estatal IRNA disse que um membro da Guarda Revolucionária havia morrido. O Ministério de Relações Exteriores afirmou que locais de monitoramento e observação foram atingidos na costa sul.
Pelo menos oito militares das Forças Armadas iranianas morreram nos ataques dos Estados Unidos, segundo a imprensa estatal.
O comando estadounidense no Oriente Médio (Centcom) afirmou que suas forças atacaram mais de 80 objetivos, incluindo sistemas de defesa antiaérea iranianos, instalações de radar costeiro e 60 embarcações ligeiras da Guarda Revolucionária.
Os bombardeios tinham como objetivo "degradar a capacidade do Irã de continuar atacando o comércio internacional que transita por esta rota estratégica para o comércio mundial", assegurou.
A resposta iraniana não demorou. Os Guardiães da Revolução afirmaram ter lançado ataques contra dezenas de instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein.
O Líbano exige que Israel se retire de duas "zonas piloto" no sul do país antes de participar de uma nova rodada de negociações prevista em Roma, indicou nesta quarta-feira à AFP uma fonte diplomática a par das conversações.
Itália e Israel anunciaram que estas negociações ocorreriam nos dias 15 e 16 de julho em Roma, mas as autoridades libanesas ainda não confirmaram sua participação.
HEZBOLLAH. Israel e Líbano alcançaram um acordo marco após cinco rodadas de negociações em Washington no dia 26 de junho, que...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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