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Internacional

A travessia do jovem australiano que cruzou o Pacífico a remo em solitário desde o Peru

17/06/2026 13:45 3 min lectura 38 visualizações
La travesía del joven australiano que cruzó el Pacífico a remo en solitario desde Perú

Um sonho forjado desde a infância

Tom Robinson, de 24 anos, completou uma extraordinária travessia remando em solitário através do oceano Pacífico durante 15 meses, partindo do Peru. Esta viagem representava a culminação de um sonho que cultivou desde os 14 anos: tornar-se a pessoa mais jovem em cruzar o Pacífico a remo.

O jovem australiano cresceu à beira do rio Brisbane, em uma infância dedicada a atividades aquáticas. Todos os dias, após a escola, remava no rio e pescava. Sua paixão pelos barcos e pelo mar foi inspirada por leituras noturnas sobre marinheiros, exploradores e aventureiros. Uma manhã, após se olhar no espelho, Robinson se propôs a realizar esta façanha oceânica, um objetivo que ocupou seus pensamentos diários durante uma década.

A construção do Maiwar

Robinson considerava fundamental construir pessoalmente o barco para sua travessia. Esta decisão refletia seu desejo de enfrentar o maior desafio possível. Escolheu o oceano Pacífico porque é o maior do mundo, e cruzar o Pacífico sul representa a travessia oceânica a remo mais longa que pode ser empreendida.

Nomeou sua embarcação Maiwar, termo que significa "rio Brisbane" na língua aborígene australiana. O design se baseou nos baleeiros do século XVIII que navegavam o Pacífico. Robinson explicou que, dado que o mar e as ondas não mudaram em 250 anos, considerou que o barco tampouco precisaria fazê-lo. Foram seus próprios desenhos e suas mãos que transformaram o projeto em realidade.

Momentos de extrema dificuldade

Na madrugada de 6 de outubro de 2023, Robinson experimentou um dos momentos mais críticos de sua aventura. Encontrava-se sozinho no meio do oceano Pacífico, agarrado ao casco virado de seu bote, tremendo de frio e completamente nu, sem certeza de se alguém tentaria resgatá-lo.

"Houve um breve instante em que pensei que tudo havia terminado e que essa viagem me custaria a vida. E esse pensamento foi realmente angustiante. Mas muito logo mudei minha perspectiva e comecei a estabelecer pequenas metas"

Apesar da angústia inicial diante do perigo, Robinson conseguiu transformar sua perspectiva mental durante a crise. Esta capacidade para se adaptar e estabelecer objetivos pequenos e alcançáveis lhe permitiu continuar avançando em sua travessia.

Experiências no oceano

Durante seus 15 meses no oceano, Robinson experimentou tanto desafios quanto momentos de profunda paz. Viveu dias de "paz total" enquanto remava pelas águas do Pacífico. Além disso, foi recebido com calidez por comunidades em diversas ilhas do Pacífico, que o acolheram "com os braços abertos".

A travessia não apenas representou uma prova física, mas também uma exploração interna. Robinson refletiu sobre suas prioridades e sua capacidade para superar o medo e a incerteza, aprendizados que compartilhou posteriormente em uma entrevista com Outlook, um programa de rádio do Serviço Mundial da BBC, conduzida pelo jornalista Mobeen Azhar.

O significado da aventura

Para Robinson, toda a viagem consistiu em se expressar ao máximo. A construção do barco foi uma parte integral desta expressão pessoal, já que transformou suas visões e esforço manual em uma embarcação capaz de navegar o maior oceano do mundo. Sua façanha destaca a importância da determinação, da preparação e da capacidade de adaptação mental ante os desafios extraordinários.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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