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Internacional

A tia de Kleiber: "Cuidarei dele como uma mãe até que minha irmã apareça"

02/07/2026 10:45 3 min lectura 7 visualizações
La tía de Kleiber: "Lo cuidaré como una madre hasta que aparezca mi hermana"

Resgate milagroso após os terremotos

Kleiber Morán foi retirado dos escombros de sua residência no estado de La Guaira, no norte da Venezuela, por socorristas jordanos na madrugada de terça-feira. O menino de dois anos sobreviveu seis dias sob os escombros após os terremotos que atingiram a região.

A presidenta em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou o resgate como uma "fonte de esperança para nosso povo", em momento em que continua aumentando o número de vítimas fatais dos dois fortes terremotos ocorridos na quarta-feira anterior.

O compromisso de Andreína Sarmiento

Andreína Sarmiento, tia do menino de 23 anos, declarou que cuidaria de Kleiber "com o carinho de uma mãe até que minha irmã apareça, que é o que tanto ansiamos".

"Peço muito a Deus que me dê forças, porque ele tem apenas dois anos e eu não sou mãe", expressou enquanto permanecia sentada ao lado da cama de Kleiber em um hospital de Caracas, segurando sua mão.

Andreína compartilhou que sua irmã Ana Luz, de 31 anos, sempre lhe dizia que Kleiber era como seu filho. "Dói muito, porque minha irmã sempre me dizia que ele é meu filho; e agora é como se estivesse me entregando e me dizendo: 'este é seu filho, é sua responsabilidade'", comentou.

O reencontro emocional

Quando uma amiga ligou para Andreína de La Guaira para informá-la do resgate de Kleiber, ela caiu ao chão entre gritos e lágrimas, antes de sair para reunir-se com ele.

Ao se reencontrarem, Kleiber olhou para Andreína e imediatamente disse: "Essa é minha tia, ela". Andreína relatou que o menino chegou ao hospital em estado de choque, "gritava e gritava". Porém, dormiu a noite toda e na quarta-feira "já havia se estabilizado".

"Hoje me dá beijinhos, fala comigo e me diz onde dói", acrescentou com satisfação.

Estado de saúde do pequeno

Kleiber estava deitado ao lado de sua tia, envolto em um cobertor do Homem-Aranha e rodeado de brinquedos, em uma sala compartilhada com outras crianças que também sobreviveram aos terremotos.

"Não tem nenhuma fratura. Tudo, tudo bem. Apenas alguns arranhões aqui, nos braços e nas pernas, mas nada mais", informou Andreína à BBC com um largo sorriso.

A busca por Ana Luz

Embora Andreína tivesse expressado sua euforia por ter se reencontrado com seu sobrinho, também confessou: "Dói porque não encontro minha irmã".

Descreveu Ana Luz como uma pessoa muito próxima com quem falava diariamente por videochamada. "Aonde quer que ela fosse, seu filho ia também. Ela satisfazia Kleiber em tudo o que ele queria", relatou.

Andreína expressou sua certeza de que sua irmã teria estado junto a Kleiber entre os escombros durante esses seis dias.

Número de afetados continua aumentando

Enquanto Andreína acompanhava seu sobrinho no hospital, as operações de busca e resgate após os terremotos continuam na região. Foram registradas oficialmente cerca de 2.295 mortes, embora se espere que o número final seja significativamente maior. Foi informado sobre dezenas de milhares de desaparecidos, e organismos internacionais como as Nações Unidas anunciaram o envio de recursos para apoiar as operações de resgate e assistência humanitária.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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