Quinta, 02 de Julho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Internacional

70 mísseis e 500 drones: o ataque russo "mais massivo contra Kyiv" deixa dezenas de mortos e feridos e muitas pessoas presas sob os escombros

02/07/2026 10:45 3 min lectura 20 visualizações
70 misiles y 500 drones: el ataque ruso "más masivo contra Kyiv" deja decenas de muertos y heridos y a muchas personas atrapadas bajo los escombros

As forças russas lançaram uma chuva de drones e mísseis contra Kyiv durante a noite, causando a morte de pelo menos 18 pessoas. Uma ofensiva que o prefeito da cidade descreveu como o "ataque mais massivo" contra a capital ucraniana.

Vitali Klitschkó declarou o sexta-feira como dia de luto e sinalizou que cerca de 90 pessoas resultaram feridas. Também indicou que uma estação de ambulâncias encontrava-se entre os locais atingidos pelos projéteis.

Embora ataques anteriores tenham deixado mais vítimas ou implicado o uso de mais armamento, esta última onda afetou pontos situados em uma zona muito extensa de Kyiv.

Vários bairros foram evacuados enquanto os ataques sacudiam edifícios em toda a cidade.

Os bombardeios ocorreram poucas horas após o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky avisar que a Rússia estava preparando um novo ataque.

A Rússia afirmou que suas forças atingiram o que denominou instalações militares, em represália pelos recentes ataques contra infraestrutura civil russa.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou na quinta-feira à imprensa que "a Rússia continuará aumentando a pressão sobre o regime de Kyiv para alcançar os objetivos estabelecidos".

A Ucrânia acusou Moscou de atacar zonas civis e sustentou que seria errôneo equiparar as ações do "agressor com as de um país que se defende".

Entre o "número significativo" de vítimas encontravam-se crianças, segundo indicou Tymur Tkachenko, chefe da administração militar de Kyiv.

"O inimigo volta a atacar deliberadamente zonas residenciais e a matar civis", declarou no início da quinta-feira.

Por sua parte, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atacado instalações energéticas em resposta aos recentes ataques ucranianos.

Entre os objetivos atingidos figurava um edifício de apartamentos de grande altura no sudeste de Kyiv, cuja estrutura sofreu destruição parcial pelo impacto.

Em um vídeo publicado no Telegram, Klitschko sinalizou que as equipes de resgate tentam localizar, entre outras pessoas, uma jovem de 15 anos e sua família.

Na margem esquerda da cidade, no distrito de Darnitskyi, ao sudeste de Kyiv, dois mísseis impactaram diretamente em uma zona residencial, causando grande destruição.

Um projétil deixou um enorme cratera junto a uma creche; os edifícios circundantes ficaram arrasados pelo fogo e seus balcões metálicos, retorcidos.

O segundo míssel caiu a poucos metros e atingiu a extremidade de um bloco de apartamentos de nove andares. A estrutura desabou, desprendendo-se da fachada e transformando-se em uma pilha de escombros de concreto.

Um residente declarou à BBC que havia várias pessoas desaparecidas e que possivelmente encontravam-se refugiadas no porão.

Pela manhã podiam-se observar carros destruídos, janelas quebradas e uma espessa camada de cinza cinzenta que cobria tudo, inclusive as pessoas.

As equipes de resgate tentavam abrir caminho entre os escombros para chegar às vítimas, enquanto os familiares observavam a cena entre lágrimas.

Svitlana, vizinha do edifício atingido, contou à BBC que havia se refugiado no corredor durante o alerta aéreo e ouviu as explosões.

"Não senti medo porque já passei por isso antes", disse encolhendo os ombros. Revelou então que havia resultado gravemente ferida em outro ataque russo contra outra localidade, no qual morreu sua mãe...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.