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Esportes

A não marcação a Bellingham encabeça as polêmicas arbitrais da fase de grupos

28/06/2026 17:00 3 min lectura 2 visualizações
La no roja a Bellingham encabeza las polémicas arbitrales de la fase de grupos

Este Mundial estreava uma nova norma, denominada 'Lei Prestianni' — fruto da polêmica racista entre o argentino Gianluca Prestianni e o brasileiro Vinícius Junior na Liga dos Campeões —, para sancionar as gozações, linguagem ofensiva ou gestos antiesportivos cobrindo a boca.

O paraguaio Miguel Almirón passou para a história das Copas do Mundo por ser o primeiro expulso por esta nova norma após fazer comentários com a boca coberta ao defensor Mert Muldur em um jogo que o enfrentava contra a Turquia.

Porém, a mesma ação por parte de Jude Bellingham, que cobriu a boca para falar com Jordan Ayew, não foi castigada de forma alguma durante a partida Inglaterra-Gana, em que o VAR não entrou para avaliar a possível expulsão do jogador do Real Madrid.

O VAR também não quis intervir em outra polêmica do mesmo jogo entre ingleses e ganenses, em que Ezri Konsa, defensor dos Three Lions, cometeu pênalti sobre Prince Adu, mas o videoarbitragem não entrou para corrigir apesar das diferentes imagens que mostravam uma falta aparentemente clara dentro da área.

"Foi uma pena que o VAR fosse tomar café", sugeriu o selecionador de Gana, Carlos Queiroz, após a partida.

No jogo entre Alemanha e Equador, tanto a árbitra Tori Penso quanto a equipe de videoarbitragem foram duramente criticadas. Embora o VAR tenha sim corrigido um pênalti a favor dos teutões precedido por uma falta de Sané, no primeiro minuto não alertaram a colega estadunidense sobre uma ação de jogo perigoso de Pavlović que terminou no gol alemão.

Inclusive nos acertos, a arbitragem ainda deixa dúvidas e não contenta a todos. No desconto do empate entre Colômbia e Portugal, o colombiano Davinson Sánchez rematou a gol, mas o impedimento semiautomático determinou que a ponta do pé direito do zagueiro colombiano estava levemente adiantada, em níveis quase imperceptíveis para o olho humano.

Também no desconto, a Shoja Khalilzadeh, jogador da seleção do Irã, anularam por impedimento um gol que teria significado a classificação às oitavas para uns iranianos finalmente eliminados como um dos quatro piores terceiros.

Embora tenha sido bem anulado, surpreendeu a raridade do impedimento. O jogador iraniano tinha um defensor egípcio à sua frente, mas o goleiro estava atrás dele, portanto, para que o gol pudesse subir ao placar, tinha que haver dois defensores egípcios entre Khalilzadeh e a baliza. Também por centímetros, o gol não valeu.

Além das reclamações por decisões arbitrais, este Mundial está acumulando outras reclamações como as pausas de hidratação — implementadas inclusive em dias chuvosos ou estádios com sistemas de ventilação —, que recebem críticas por cortar o ritmo dos jogos.

"Consigo entender quando faz calor, mas em Toronto podia-se jogar perfeitamente o primeiro tempo inteiro sem parar. Mas aqui não só se pensa no jogador, como também no bolso", dizia o selecionador do Panamá, Thomas Christiansen.

Antes e depois dos jogos também se joga o Mundial. A seleção do Irã, eliminada na fase de grupos, disputou o torneio em piores condições que seus rivais, com a proibição de pernoitar em território estadunidense depois de seus jogos, tendo que retornar ao seu acampamento base no México.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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