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Paraguai

Carrapato no Uruguai: resíduos em carne, plantas suspensas e uma primavera que ameaça agravar o problema

13/08/2026 03:15 3 min lectura 14 visualizações

O carrapato se tornou um dos principais desafios para a pecuária uruguaia e a preocupação aumenta diante de uma primavera que poderia combinar maiores temperaturas com condições de elevada umidade. Às perdas produtivas e sanitárias que o parasita provoca soma-se agora um problema comercial: a detecção de resíduos de produtos utilizados para seu controle em carne destinada a mercados internacionais.

Martín Olaverry, integrante de Valor Agro e da equipe de COPA TV no Uruguai, explicou em Valor Agregado Paraguay que o cenário está gerando especial preocupação dentro do setor pecuário, fundamentalmente pelas consequências que pode ter sobre a produção e as exportações.

"O Uruguai hoje está com um grande tema na pecuária, que é o carrapato e os resíduos. Tudo o que está gerando o problema do carrapato, a tristeza, a morte de animais, mas além disso esse problema de resíduos", apontou Olaverry.

O desafio ocorre porque, diante de uma maior presença do parasita, os produtores precisam realizar tratamentos para evitar perdas produtivas e a morte de animais. Entretanto, o uso de produtos veterinários exige respeitar estritamente os períodos de espera antes de que os bovinos tratados possam ser enviados ao abate.

Olaverry explicou que justamente ali aparece um dos pontos críticos para a cadeia.

"Como consequência dos tratamentos que são feitos pelos produtores que querem evitar perdas pela morte de gado, o tempo de espera em alguns casos origina problemas depois na China, sobretudo onde os controles são muito rigorosos", comentou.

A situação já teve consequências comerciais para a indústria frigorífica uruguaia. Nas últimas horas, Frigorífico Tacuarembó ficou temporariamente fora da lista de estabelecimentos habilitados para exportar carne bovina para a China, aprofundando a preocupação da cadeia pela presença de resíduos e pelo cumprimento das exigências dos mercados.

"Ficou fora da lista de plantas habilitadas para exportar para a China um frigorífico muito importante, que é o Frigorífico Tacuarembó, individualmente a planta maior que tem o Uruguai do grupo MBRF", explicou Olaverry.

O integrante de Valor Agro apontou que o episódio se soma aos inconvenientes registrados anteriormente com Frigorífico San Jacinto, outra das plantas relevantes da indústria cárnea uruguaia que havia enfrentado restrições para ingressar no mercado chinês.

Para Olaverry, o cenário sanitário poderia se tornar ainda mais desafiante durante os próximos meses. O Uruguai se encaminha para uma primavera com maior umidade e um aumento natural das temperaturas, uma combinação que pode gerar condições especialmente favoráveis para o desenvolvimento do carrapato.

"Vem por diante uma primavera que será desafiante, úmida..."

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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