A lembrança de Robocop Ramírez para Baresi
Em 1990, Olimpia disputou sua segunda final da Copa Intercontinental medindo forças com o poderoso time de Milan. A sorte não acompanhou o elenco paraguaio que se iludia em voltar a se coroar como em 1979, sendo um 3-0 o resultado registrado em Tóquio, Japão.
Mario "Robocop" Ramírez, zagueiro paraguaio, foi um dos protagonistas daquele dia 9 de dezembro, assim como Franco Baresi, figura do elenco italiano que nesta sexta-feira cruzou o oriente eterno aos 66 anos de idade. O defensor guarani deixou algumas impressões em uma entrevista com Fútbol a lo Grande pela 1080 AM.
"Tinham um equipaço, naquele momento o Milan ganhava tudo. Tinha um equipaço: Costacurta, Donadoni, Maldini, Baresi, Rijkaard, Gullit, Van Basten. Monstros eram. Com um 3-0 terminou a partida", começou recordando o ex-jogador.
"É uma pena, é impossível evitar. Um senhor jogador, de todos os tempos", lamentou Ramírez sobre a partida da lenda italiana.
ÚNICO. Em um ponto da entrevista ocupou também para se referir à figura de Luis Cubilla e não hesitou em qualificá-lo como o melhor que teve a instituição, assim como o melhor técnico que teve como jogador.
"O melhor que teve o Olimpia em todos os tempos, do meu ponto de vista. Tinha tudo, o que passa é que o tipo jogava futebol, sabe a vivacidade, a entrega, a esperteza dentro de campo. Te ensinava, Cubilla te ensinava. Não é que agora tudo se pode com o tablet, entram em campo e não sabem onde estão parados", acrescentou.
Segundo Ramírez, o charrua era de uma natureza muito exigente, detalhista e único. "Tive tantos técnicos, até Puskás foi meu técnico em Sol de América, mas como Cubilla para mim não havia outro", finalizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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