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Economia

A flexibilização tarifária dos EUA volta a movimentar o mercado global de carnes e o Mercosul acompanha atentamente

13/05/2026 03:45 3 min lectura 0 visualizações
La flexibilización arancelaria de EEUU vuelve a mover el mercado global de la carne y el Mercosur sigue atento

A decisão da Casa Branca de flexibilizar tarifas para determinadas importações de carne bovina voltou a gerar movimentos no comércio internacional e abriu um novo cenário para os países exportadores do Mercosul, em um contexto em que Estados Unidos precisa manter abastecido seu mercado interno diante de uma menor oferta pecuária local.

Brasil aparece como o principal beneficiado pela medida devido a seu volume exportador, competitividade e forte posicionamento internacional, enquanto Argentina, Uruguai e Paraguai observam um cenário que poderia sustentar os preços internacionais e gerar novas oportunidades comerciais.

O consultor argentino Víctor Tonelli, um dos analistas mais reconhecidos do mercado regional de carnes, assegurou a Valor Agro que o contexto estadunidense continuará sendo altamente demandante para a carne importada.

Estados Unidos hoje é o segundo principal importador de carne do mundo depois da China
, afirmou o especialista, ao analisar o impacto que qualquer mudança comercial ou tarifária pode ter sobre o mercado global.

Tonelli ressaltou ainda que o mercado norte-americano atravessa uma situação estrutural de alta necessidade de abastecimento.

Estados Unidos vai importar este ano entre 2,3 e 2,4 milhões de toneladas de carne, um volume recorde, nunca antes visto
, sustentou.

Nesse cenário, o analista considerou que as modificações comerciais em relação ao Brasil podem gerar novas oportunidades para outros exportadores da região.

Se mantém Brasil fora da jogada, se abrem oportunidades para o resto dos exportadores
, expressou.

Porém, Tonelli também advertiu que qualquer restrição forte sobre Brasil pode terminar gerando uma maior competição em outros mercados internacionais.

A carne que não entrar nos EUA se redirecionará para destinos como Ásia, onde competimos diretamente, e Brasil pode ser muito mais agressivo em preços
, apontou recentemente em diálogo com Valor Agregado.

O especialista sustentou ainda que o mercado internacional atravessa um momento favorável para a carne bovina porque a demanda mundial cresce em um ritmo maior que a oferta.

A demanda cresce mais rápido que a oferta
, afirmou Tonelli, antecipando um cenário de firmeza para os preços internacionais durante os próximos anos.

Brasil parte com vantagem neste novo cenário por sua escala produtiva e capacidade exportadora. Além disso, distintas interpretações do mercado consideram que a flexibilização tarifária forma parte de uma estratégia estadunidense para conter a inflação alimentar interna, em um momento em que os valores da carne nos EUA continuam historicamente altos.

Argentina aparece expectante principalmente pelo possível efeito indireto sobre os preços internacionais e por eventuais melhorias em condições de acesso. Uruguai e Paraguai...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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