A Festa da Costela 2026 prevê receber 7.500 comensais em Naranjal
Preparação artesanal desde a madrugada
Desde horas antes do amanhecer, a fumaça do eucalipto se eleva sobre o terreno e o inconfundível aroma do costillar cozido lentamente impregna o entorno. Por trás deste espetáculo culinário se concentram horas de trabalho, fogo a lenha e uma técnica que se transmite com dedicação para conseguir uma carne morna e saborosa.
Amílcar Sanchetin, coordenador da preparação há cinco anos, explicou que a jornada começa à 1:00 da madrugada, quando os assadores colocam os costillares nas estacas. Aproximadamente às 3:40 se acende o fogo, alimentado exclusivamente com lenha de eucalipto reflorestado, combustível que aporta o característico sabor defumado à carne.
Processo de cocção prolongado
A cocção se estende até às 12:15, momento em que se inicia a entrega dos pedidos. "A carne fica bem morna para que o povo possa saborea-la", comentou Sanchetin.
Para manter o fogo durante toda a cocção se utilizam aproximadamente 80 metros de lenha, que permitem uma preparação lenta e uniforme que se prolonga quase nove horas.
Produção e convocação
Este ano se cozem 175 costillares, todos vendidos antecipadamente, além de 1.300 quilos de carne na estaca que estarão disponíveis para a venda durante a jornada. Com essa produção, a organização espera receber entre 7.000 e 7.500 pessoas, que ano após ano convertem ao tradicional assado na estaca em um dos principais atrativos da celebração.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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