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Paraguai

A falta de estradas continua freando o crescimento agrícola do Chaco, alertou Carlos Passerieu

28/05/2026 03:15 3 min lectura 19 visualizações
La falta de caminos sigue frenando el crecimiento agrícola del Chaco, advirtió Carlos Passerieu

O presidente da Associação de Produtores Agropecuários para um Chaco Sustentável (APACS), Carlos Passerieu, alertou que as deficiências em infraestrutura viária continuam sendo um dos principais limites para o crescimento da produção agrícola e pecuária no Chaco paraguaio, especialmente nas zonas de maior expansão agrícola.

Durante uma entrevista realizada no estúdio de "Expo Pioneros en Vivo", no marco da Expo Pioneros 2026, o dirigente afirmou que regiões como Água Doce, Marechal, La Patria e Pico vêm mostrando um crescimento importante em superfície agrícola, embora condicionadas pela falta de rodovias asfaltadas e caminhos transitáveis.

"Os caminhos estão freando bastante o crescimento, principalmente no norte", sustentou Passerieu, quem mencionou que alguns estabelecimentos devem percorrer até 300 quilômetros de caminhos de terra para tirar sua produção.

Segundo explicou, ainda que existam esforços conjuntos entre produtores, comissões de caminhos e governadorias para manter a transitabilidade, os eventos climáticos registrados entre abril e maio deixaram novamente em evidência as limitações estruturais da região. "Primeiro não se podia colher porque não havia piso e depois, quando tínhamos piso, não tínhamos caminho", lamentou.

O dirigente considerou que o desenvolvimento viário resulta determinante para consolidar o crescimento agrícola e pecuário do Chaco, principalmente em um contexto onde cada vez mais investidores observam a região como uma alternativa de expansão produtiva.

"Definitivamente os caminhos são chaves para tirar a produção, tanto agrícola como pecuária", afirmou. No caso da agricultura, sinalizou que os problemas logísticos costumam aparecer quando a colheita coincide com chuvas intensas, enquanto que na pecuária as dificuldades são ainda maiores porque os caminhões devem ingressar e sair dos estabelecimentos inclusive em condições extremas.

"Às vezes os animais têm que acabar pulando dos caminhões porque não têm forma de chegar ao destino", expressou, refletindo as complicações que geram os caminhos deteriorados em épocas de excessos hídricos.

Passerieu sustentou que uma das soluções mais rápidas passa por fortalecer as comissões de caminhos e gerar mecanismos de financiamento, como pedágios que permitam arrecadar recursos para manutenção viária. Não obstante, insistiu na necessidade de avançar rumo a obras estruturais de maior escala.

"Temos que procurar que os caminhos principais, ao menos as rodovias principais de terra, em algum momento consigam se asfaltar", reclamou.

Além disso, o Presidente da APACS ressaltou que o potencial produtivo do Chaco continua despertando interesse tanto de empresários estrangeiros como de produtores paraguaios da Região Oriental, quem veem na região uma oportunidade de crescimento. Porém, alertou que sem infraestrutura adequada o desenvolvimento será limitado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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